Documentos apresentados por Damares Alves não comprovam abuso sexual contra crianças
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Documentos apresentados por Damares Alves não comprovam abuso sexual contra crianças

13-out 17:08
2 min
Créditos da imagem: Agência Brasil

O Estadão analisou o conteúdo das mais de duas mil páginas de relatórios fornecidos pela assessoria de Damares Alves como prova da denúncia e não encontrou indícios de um suposto tráfico sexual de crianças na Ilha de Marajó. Nesta quinta-feira (13), a ex-ministra afirmou que as denúncias foram baseadas em conversas que teve com populares na rua.

O próprio Ministério Público do Pará cobrou esclarecimentos, assim como a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) determinou que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos informe detalhadamente todos os casos de denúncias recebidos pela pasta entre 2016 e 2022 que envolvem tráfico de crianças e estupro de vulneráveis.

“Eu não estou denunciando, eu estou trazendo à luz o que já estava denunciado”, disse ela. “Isso tudo é falado nas ruas do Marajó. Em áreas de fronteiras, escutamos coisas absurdas sobre o tráfico de mulheres e de crianças”, disse Damares Alves em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Ao ser perguntada sobre a veracidade das denúncias, Damares Alves afirmou que os casos já são conhecidos pelo Ministério Público do Pará e pela população do Estado. Segundo a ex-ministra, ela não pode revelar outras informações para não expor as vítimas.

Quando perguntada se encaminharia tais documentos ao Ministério Público do Pará, ela reiterou: “Eu só quero lembrar que as coisas que chegam na ouvidoria, a ministra não tem acesso. A ouvidoria encaminha diretamente para o Ministério Público, porque são dados sigilosos. O que eu falo no meu vídeo são as conversas que eu tenho com o povo na rua. Eu não tenho acesso aos dados, eles são sigilosos, mas nenhuma denúncia que chegou na ouvidoria deixou de ser encaminhada”.

Entenda o caso ⤵️

Eleita ao Senado

Damares Alves foi eleita senadora pelo Distrito Federal e assume a cadeira no ano que vem. Ela manifestou o interesse em abrir uma CPI sobre o tema: “Sem imunidade parlamentar, eu incomodei. Imagine agora no Senado, com imunidade parlamentar e querendo abrir uma CPI, onde eu terei poder de polícia. Eu serei um incomodo”.

Curto Curadoria

(Com Estadão Conteúdo)