9 dias após desaparecimento, indígena de 13 anos é encontrada morta em MS

A adolescente Ariane Oliveira Canteiro estava desaparecida desde a noite de 2 de setembro, após ter recebido diversas ameaças. Ariane era neta do cacique da aldeia Jaguapiru. O corpo da jovem foi encontrado na mata próxima a reserva indígena de Durados (MS). O caso está sendo investigado como feminicídio.

Segundo a Polícia Civil de Dourados, um adolescente de 17 anos que foi apreendido em flagrante confessou ter estrangulado a indígena Ariane Oliveira Caonteira, por motivo de ciúmes. Ele teria, então, escondido o corpo da adolescente em um matagal. O delegado não soube dizer, segundo o G1, qual era a relação entre os dois.

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Ariane estava desaparecida de aldeia em que vivia há nove dias, quando seu corpo foi encontrado no último domingo (11) e encaminhado para a Delegaria de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) da cidade. Os próprios indígenas fizeram uma força-tarefa para buscá-la e acabaram encontrando o corpo na propriedade rural, próxima à reserva.

Em estado avançado de decomposição, o corpo da adolescente foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

Mobilização

O caso da jovem indígena Kaiyowá repercutiu nas redes sociais, onde lideranças indígenas levantaram a hashtag #OndeEstáAriane chamando atenção para seu desaparecimento e pedindo reforços na procura. (Estado de Minas)

A família acionou o cacique, autoridades responsáveis e a comunidade indígena, a polícia e o Conselho Tutelar na busca pela menina. Conforme a mãe de Ariane relatou ao G1, ela e o irmão brincavam com o celular quando ouviram alguém bater na porta. A menina saiu para atender e depois disso não foi mais encontrada.

Reincidência

A mãe da menina afirmou que este foi o segundo desaparecimento da jovem. Há um ano, ela havia sido levada, dopada e deixada em frente à casa dias depois. Depois disso, a família começou a receber ameaças.

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

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