Londres quer respirar um ar mais limpo

Veículos altamente poluentes terão que pagar para entrar na área metropolitana de Londres a partir do próximo ano. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (25) pelo prefeito Sadiq Khan. A medida visa reduzir a poluição atmosférica, que tem causado milhares de mortes prematuras.

A chamada zona de emissões ultrabaixas (ULEZ, na sigla em inglês) será ampliada, a partir de 29 de agosto, para abranger os 9 milhões de habitantes da Grande Londres, afirmou o prefeito.

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A ULEZ já provou ser “transformadora”, disse Khan, e sua expansão significará que “mais 5 milhões de pessoas poderão respirar um ar mais limpo”.

No dia anterior, Khan anunciou sua intenção de manter Londres na vanguarda da “revolução” dos veículos elétricos, adicionando 100 pontos de recarga ultrarrápida. Segundo a prefeitura, já existem mais de 11 mil pontos de carga na cidade, um para cada quatro veículos elétricos.

Os veículos a gasolina fabricados antes de 2006 e os veículos a diesel fabricados antes de 2015 pagam uma taxa diária de £ 12,50 (US$ 15) para entrar nesta zona. Caminhões e ônibus devem pagar £ 100, e táxis são isentos.

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É um acréscimo à “taxa de congestionamento” de £ 15, que é exigida, desde 2003, de todos os veículos que entram no centro de Londres.

De acordo com um relatório de 2019, a poluição do ar causou cerca de mil internações hospitalares por asma e doenças pulmonares graves em Londres, anualmente, entre 2014 e 2016.

Os opositores da ULEZ argumentam que a taxa equivale a um “imposto” sobre os motoristas mais pobres que não podem pagar para substituir seus veículos poluentes.

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(Com AFP)

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