Conheça 3 vozes indígenas femininas que ecoam a causa na internet

A preservação ambiental e o direito à terra e à vida são apenas alguns dos temas discutidos por influenciadoras digitais indígenas que vão muito além do estereótipo criado em torno dos povos originários do Brasil.

O foco do Dia Internacional dos Povos Indígenas em 2022 é a mulher. Então, separamos 3 ativistas indígenas de origem brasileira que têm compartilhado, nas redes, conteúdos em defesa do meio ambiente e dos direitos indígenas:

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Alice Pataxó, da Aldeia Craveiro no sul da Bahia. É jornalista no Projeto Colabora e no Yahoo Notícias e embaixadora do World Wildlife. “Contando a verdadeira história do Brasil, dando voz aos povos indígenas, os verdadeiros heróis e donos dessa terra”.

Instagram: alixe_pataxo e Youtube: alice_pataxo

Foto: Edgar Kanayko

Tammy Tupinambá aborda, dentre outras coisas, o apagamento de indígenas que vivem no meio urbano. É nordestina e educadora.

Instagram: tammytupinamba e Twitter: tammytupinamba

Foto: Reprodução/Instagram

Katu Mirim é indigenista, periférica, mãe, sapatão (como ela mesma se define) e multiartista que vive em São Paulo. Tem sólido trabalho no rap, no hip hop e na moda. Em 2018 a campanha #Índionãoéfantasia, criada por ela, viralizou.

Site e Instagram: katumirim

Foto: Reprodução/Instagram

#Projeto de Lei 490, o Marco Temporal

Nesta terça-feira (9), data que marca o Dia Internacional dos Povos Indígenas, atores sociais e políticos dessa causa , como a deputada Joenia Wapichana, pediram o fim do Marco Temporal e a saída do Marcelo Xavier da presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai) em suas redes sociais.

Além da rejeição do texto, que desconsiderava como território indígena aqueles que foram ocupados após 5 de outubro de 1988, problemas como o avanço do desmatamento, do garimpo e outras atividades ilegais na Amazônia também foram denunciados. Segundo o Instituto Igarapé, estes desafios vão na contramão das garantias constitucionais e da preservação da cultura dos povos indígenas.

Grupos vulneráveis

De fato, os desastres ambientais atingem com mais intensidade grupos vulneráveis, dentre eles os povos indígenas, conforme concluiu uma pesquisa do Instituto Pólis. Na última segunda-feira (08), a proteção de mulheres e meninas indígenas foi foco de especialistas da ONU, que fizeram um apelo para a criação de lideranças femininas e ações afirmativas para aumentar sua participação pública e política nas comunidades. Segundo a Organização, o bem viver das mulheres indígenas é, de maneira geral, uma poderosa ferramenta de combate à crise climática. Em Brasília, São Paulo e outros locais, ocorreram atos organizados em resposta às violações nos territórios indígenas por parte do “agronegócio e milícias rurais”. Diversas organizações sociais e de pesquisa também priorizaram a demarcação de terras e política indigenista do Estado em suas mobilizações, como Instituto Socioambiental, o Observatório do Clima e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que convocou mobilizações nacionais e pediu à Justiça Federal o afastamento imediato do presidente da Funai, Marcelo Xavier, junto à Defensoria Pública da União.

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