Estudo realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), mostra que apenas 8% das ações dentro do Amazônia Protege, programa do MPF que visa combater o desmatamento ilegal na Amazônia, puniram desmatadores. O levantamento aponta, ainda, que somente duas das demandas que resultaram em condenação com indenizações foram efetivamente pagas (cerca de R$ 42 mil).
Imagem aerea de desmatamento proximo a Floresta Nacional do Jacunda,em Rondonia. 07 de agosto de 2020. Foto Bruno Kelly/Amazonia Real.
O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgou um documento intitulado “O Judiciário está punindo desmatadores ilegais na Amazônia? – Resultados do programa Amazônia Protege“.
O estudo analisou os resultados dos processos encaminhados entre 2017 e 2020 dentro do Amazônia Protege, programa do Ministério Público Federal criado para responsabilizar os desmatadores ilegais.
O levantamento apontou que, nesse período, 3.561 processos foram movidos pelo Amazônia Protege nos nove estados que compõem a Amazônia Legal. Essas ações têm como objetivo responsabilizar desmatadores ilegais pela derrubada de 231.456 hectares de floresta, com pedidos de indenizações que somam R$ 3,7 bilhões.
Dos mais de 3 mil processos ajuizados, apenas 650 ações civis públicas (18%) tinham sentença em primeira instância até outubro de 2020.
Desse número, apenas 51 casos (8%) efetivamente puniram desmatadores e somente duas ações (das 51) resultaram em condenação com indenizações que foram efetivamente pagas, uma quantia que soma cerca de R$ 42 mil.
O relatório identificou, ainda, que as instâncias superiores foram favoráveis ao uso da tecnologia, confirmando a legalidade de provas obtidas remotamente, tais como imagens de satélite. Tais mecanismos podem acelerar os processos de responsabilização e, com isso, mudar o rumo da impunidade pelos crimes cometidos na Amazônia.
Este post foi modificado pela última vez em 2 de setembro de 2022 12:28
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