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Documentos apresentados por Damares Alves não comprovam abuso sexual contra crianças

O Estadão analisou o conteúdo das mais de duas mil páginas de relatórios fornecidos pela assessoria de Damares Alves como prova da denúncia e não encontrou indícios de um suposto tráfico sexual de crianças na Ilha de Marajó. Nesta quinta-feira (13), a ex-ministra afirmou que as denúncias foram baseadas em conversas que teve com populares na rua.

Publicado por
Bárbara Pereira

O próprio Ministério Público do Pará cobrou esclarecimentos, assim como a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) determinou que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos informe detalhadamente todos os casos de denúncias recebidos pela pasta entre 2016 e 2022 que envolvem tráfico de crianças e estupro de vulneráveis.

“Eu não estou denunciando, eu estou trazendo à luz o que já estava denunciado”, disse ela. “Isso tudo é falado nas ruas do Marajó. Em áreas de fronteiras, escutamos coisas absurdas sobre o tráfico de mulheres e de crianças”, disse Damares Alves em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Ao ser perguntada sobre a veracidade das denúncias, Damares Alves afirmou que os casos já são conhecidos pelo Ministério Público do Pará e pela população do Estado. Segundo a ex-ministra, ela não pode revelar outras informações para não expor as vítimas.

Quando perguntada se encaminharia tais documentos ao Ministério Público do Pará, ela reiterou: “Eu só quero lembrar que as coisas que chegam na ouvidoria, a ministra não tem acesso. A ouvidoria encaminha diretamente para o Ministério Público, porque são dados sigilosos. O que eu falo no meu vídeo são as conversas que eu tenho com o povo na rua. Eu não tenho acesso aos dados, eles são sigilosos, mas nenhuma denúncia que chegou na ouvidoria deixou de ser encaminhada”.

Entenda o caso ⤵️

Eleita ao Senado

Damares Alves foi eleita senadora pelo Distrito Federal e assume a cadeira no ano que vem. Ela manifestou o interesse em abrir uma CPI sobre o tema: “Sem imunidade parlamentar, eu incomodei. Imagine agora no Senado, com imunidade parlamentar e querendo abrir uma CPI, onde eu terei poder de polícia. Eu serei um incomodo”.

Curto Curadoria

(Com Estadão Conteúdo)

Este post foi modificado pela última vez em 13 de dezembro de 2022 15:51

Bárbara Pereira

Jornalista com experiência em produção multimídia, acredito que as redes sociais são essenciais para alcançar novos públicos e disseminar informações em linguagem acessível e descontraída. Divido minha paixão por comunicação com livros, viagens e gastronomia.

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