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“O que acontece às mulheres e meninas afegãs é responsabilidade do mundo”, diz ONU

Há cerca de um ano, o Talibã invadiu Cabul e voltou ao poder no Afeganistão depois de 20 anos de ocupação de tropas dos EUA e de outros países ocidentais. Desde então, o grupo fundamentalista islâmico tem acabado com quase todas as liberdades conquistadas pelas mulheres afegãs. Nesse cenário, a ONU faz um apelo para que mulheres e meninas afegãs não sejam esquecidas.

Publicado por
Isabella Caminoto

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) pediu, nesta segunda-feira (15), para que “mulheres e meninas afegãs não sejam esquecidas”, apesar de outras crises importantes que afetam o mundo. 

O apelo foi feito um ano após os talibãs retornarem ao poder no Afeganistão. 

Nos últimos doze meses, os islamistas radicais acabaram com quase todas as liberdades conquistadas pelas mulheres afegãs desde a última passagem do movimento pelo poder, há duas décadas.

Vídeo por: DW

“Um ano depois que os talibãs retomaram o poder, o país se encontra em uma profunda crise econômica e humanitária. O aumento vertiginoso dos preços dos alimentos e da energia, agravado pela seca e a guerra na Ucrânia, deixou cerca de 95% da população e quase todos os lares dirigidos por mulheres sem o suficiente para comer”, disse Natalia Kanem, diretora-executiva do UNFPA.

Em outra declaração – divulgada neste fim de semana – a diretora da agência ONU Mulheres, Sima Bahous, denunciou a “construção meticulosa de políticas de desigualdade” por parte dos talibãs. 

“Devemos continuar dando voz às mulheres e crianças afegãs que lutam todos os dias pelo direito a viver em liberdade e com igualdade”, acrescentou. 

“Sua luta é nossa luta. O que acontece às mulheres e meninas afegãs é responsabilidade do  mundo”, destacou. 

Curto curadoria:

(Com informações da AFP)

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(🇬🇧): conteúdo em inglês

(*): conteúdos em outros idiomas são traduzidos pelo Google Tradutor

Este post foi modificado pela última vez em 15 de agosto de 2022 21:39

Isabella Caminoto

Advogada e mestranda em Direito Internacional, tenho a democracia e a liberdade como bandeiras irrenunciáveis. Sou apaixonada pelos animais e acredito que o bem-estar do nosso planeta deveria ser o destaque diário da pauta da nossa sociedade.

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