O órgão máximo da Justiça Eleitoral brasileira não está mais divulgando dados que detalham bens declarados de cada candidato às eleições de 2022 e de anos anteriores. A mudança foi vista como um retrocesso na transparência. Representantes da sociedade civil manifestaram indignação e pediram a volta imediata das informações públicas.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro retirou de seu site informações sobre os bens dos candidatos às eleições para presidência, governadores, senadores e deputados. Assim, a partir de agora, o cidadão não tem mais acesso a descrição completa das posses dos concorrentes das eleições de 2022 ou anos anteriores.
Alguns dos tipos de informações que deixaram de ser divulgadas são:
No repositório de informações eleitorais deste ano, esses dados são classificados como “não disponíveis”. Em resposta à nova política, 27 pessoas e instituições voltadas à defesa da transparência pública e eleitoral exigiram que o órgão volte a realizar a coleta e divulgação completa das declarações de bens dos concorrentes. Em nota, os participantes afirmam que a medida é importante para “possibilitar o controle social sobre a evolução patrimonial de candidatos(as) recorrentes e de pessoas que mantêm relações com a administração pública, ainda que não eleitas”. (G1)
Uma das principais justificativas para a mudança do TSE foi a interpretação de que o acesso público a dados de evolução patrimonial entra em conflito com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), de 2020. Antes da existência da lei, o TSE já havia sinalizado cortes similares no rol de informações de acesso público, conforme noticiou a Folha de S.Paulo.
Nas redes sociais, internautas repercutiram a notícia e questionaram a decisão do Tribunal Superior Eleitoral.
Este post foi modificado pela última vez em 3 de agosto de 2022 18:26
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