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🥸 Não Curto Fake News

TSE manda apagar vídeo que retoma fake news sobre cartilha sexual do PT

11-out 16:34
2 min
Créditos da imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

A ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou apagar das redes sociais um vídeo em que a ex-candidata a deputada federal Regina Vilella (MDB-CE) afirma que o PT distribuiu “cartilha erótica” em creches e escolas.

No vídeo, gravado em 2019, há mensagem de que o partido estaria distribuindo uma cartilha sexual em creches e escolas, em que haveria, inclusive, orientação sobre pedofilia e masturbação infantil, algo que nunca ocorreu em nenhum estado brasileiro!

De acordo com a campanha do presidenciável de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que entrou com a ação, o vídeo foi elaborado para atingir o governo do PT no Ceará, na época.

Como voltou a circular?

O material foi republicado poucos dias antes do primeiro turno por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

Em 2018, em que concorreram ao cargo presidencial os candidatos Fernando Haddad, do PT, e Bolsonaro pelo PSL, associações e mentiras parecidas foram utilizadas para atingir a campanha eleitoral petista.

Nas redes, perfis bolsonaristas reproduziram peças de enganosas afirmando que mamadeiras com bico de borracha em formato de pênis tinham sido distribuídas em creches pelo PT para combater a homofobia. Leia como o conteúdo foi desmentido e verificado pelo Comprova — coalizão de veículos de imprensa brasileiros para combater a desinformação.

Conclusão da Corte

A ministra Cármen Lúcia acolheu a argumentação de que o vídeo tenta associar Lula e o PT à “distribuição de cartilha de conteúdo erótico, à pedofilia e à prática de masturbação infantil”. “É sabidamente falso”, colocou a ministra.

“A vinculação entre o conteúdo do vídeo com o partido e o candidato gera desinformação, pois a mensagem transmitida, conforme demonstrado na inicial e confirmado pelas agências de checagem e de imprensa, não tem respaldo na realidade”, escreveu a ministra na decisão, proferida em 7 de outubro.

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Fonte: Estadão Conteúdo