Imagens deepfake de Taylor Swift motivam projeto de lei nos EUA

Um grupo bipartidário de senadores dos Estados Unidos apresentou um projeto de lei na terça-feira (30) que criminaliza a disseminação de imagens sexualizadas, geradas por inteligência artificial (IA), sem consentimento.

A medida é uma resposta direta à proliferação de imagens pornográficas feitas por inteligência artificial de Taylor Swift no X, anteriormente conhecido como Twitter, nos últimos dias.

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A proposta permitiria que vítimas retratadas em deepfakes nuas ou explicitamente sexuais buscassem uma penalidade civil contra “indivíduos que produziram ou possuíram a falsificação com a intenção de distribuí-la” ou qualquer pessoa que tenha recebido o material sabendo que não foi feito com consentimento. Dick Durbin, o líder da maioria no Senado dos EUA, e os senadores Lindsey Graham, Amy Klobuchar e Josh Hawley estão por trás do projeto, conhecido como Disrupt Explicit Forged Images and Non-Consensual Edits Act de 2024, ou “Lei de Desafio”.

“Neste mês, imagens falsas e sexualmente explícitas de Taylor Swift geradas por inteligência artificial se espalharam pelas plataformas de mídia social. Embora as imagens sejam falsas, o dano às vítimas pela distribuição de ‘deepfakes’ sexualmente explícitos é muito real”, disse Durbin em um comunicado à imprensa.

Imagens exageradas e sexualizadas de Swift em jogos de futebol se tornaram virais no fim de semana no X, acumulando dezenas de milhões de visualizações, segundo as métricas do Twitter.

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Imagens ou vídeos feitos por IA de pessoas reais, comumente conhecidos como “deepfakes”, tornaram-se cada vez mais comuns na internet à medida que a barreira para criá-los diminui, um resultado do boom em inteligência artificial nos últimos anos. Algumas removem as roupas de uma pessoa ou sobrepõem o rosto de uma pessoa sobre o de outra para fazê-la dizer algo que não disse; algumas são totalmente geradas por IA. As imagens de Swift provavelmente foram feitas usando o Microsoft Designer e compartilhadas primeiro no Telegram, segundo o 404 Media. A Microsoft introduziu alterações para fechar a brecha técnica que permitiu a criação das imagens.

“Ninguém – nem celebridades nem americanos comuns – deveria se ver retratado em pornografia gerada por IA. Pessoas inocentes têm o direito de defender suas reputações e responsabilizar os perpetradores perante a justiça. Este projeto de lei tornará isso uma realidade”, disse Hawley.

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