An image of US Speaker of the House Nancy Pelosi (D-CA) meeting with Taiwan's President Tsai Ing-wen during her stop in Taiwan is displayed as Speaker Pelosi speaks during a press conference on Capitol Hill in Washington, DC, on August 10, 2022. (Photo by SAUL LOEB / AFP)
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Últimas de Taiwan: forças dos EUA defenderiam Taiwan em invasão, diz Biden

19-set 14:40
12 min
Créditos da imagem: AFP

Acompanhe a linha do tempo sobre as tensões geopolíticas que envolvem China, Estados Unidos e Taiwan.

Desde que surgiram especulações de que Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Estados Unidos, visitaria Taiwan durante sua turnê pela Ásia, o governo chinês se opôs à entrada da líder na ilha autogovernada. Pequim controla, em parte, o território taiwanês e, apesar de os EUA reconhecerem formalmente a política de que há somente “Uma China”, o risco de uma separação ou invasão inimiga tem ressuscitado antigas preocupações (BBC). O presidente Xi Jinping deu repetidas declarações assertivas em direção à Pelosi, ameaçando que os EUA “pagaria o preço” caso Pelosi insistisse viajar até a ilha.

(19.09)

(31.08)

Soldados da Marinha de Taiwan em frente ao míssil Standard I fabricado nos EUA em uma fragata enquanto a presidente Tsai Ing-wen inspeciona tropas militares nas ilhas Penghu em 30 de agosto de 2022.(Photo by Sam Yeh / AFP)

(30.08)

(28.08)

(23.08)

(22.08)

  • O governador do estado americano de Indiana se reuniu com a presidente de Taiwan, depois de ter embarcado na ilha no último domingo (21) para uma “viagem de desenvolvimento econômico”. Em sua aproximação, o governador republicano Eric Holcombpediu que os “aliados democráticos” se unam no enfrentamento das ameaças militares da China. A viagem aconteceu poucos dias depois de Washington ter anunciado negociações comerciais com a capital taiwanesa, Taipé.

(20.08)

  • O Japão considera reforçar seu programa de defesa com a instalação de mais de 1000 mísseis de cruzeiro de longo alcance, em resposta à crescente ameaça vindo da China e à escalada de tensões geopolíticas que envolvem Taiwan e a Ucrânia. Ouça a notícia completa repercutida pela CBN:

(19.08)

(18.08)

(17.08)

  • Taiwan demonstra força militar aérea para defender a ilha. Após lançamentos de mísseis antinavio, o porta-voz do Ministério da Defesa de Taiwan disse que, embora condenassem as ações da China, esta era uma boa chance para as forças de Taiwan aprimorarem suas habilidades. Os execícios também são uma chance para a força aérea da ilha “testar o treinamento” e aumentar sua “eficácia de combate”, segundo o porta-voz. (MoneyTimes)

(16.08)

(15.08) China retoma exercícios militares e Taiwan vive onda de desinformação

  • A China anunciou que “organizou uma patrulha conjunta de prontidão de combate e exercícios” militares no espaço aéreo e marítimo ao redor de Taiwan, após duas semanas da visita de Nancy Pelosi, líder norte-americana, no território.
  • Taiwan vive uma onda de desinformação com o objetivo de minar as credenciais democráticas do território e promover a versão de Pequim. 270 afirmações “falsas” foram identificadas na internet pela pasta de Defesa de Taiwan. Uma delas dizia que a China iria recuperar “a soberania” sobre Taiwan no dia 15 de agosto. A maior parte da desinformação levanta a ideia de que a ilha deve “render-se” à China, segundo Charles Yeh, diretor de redação do portal taiwanês MyGoPen.

(14.08) Delegação com senador e deputados dos EUA chega à Taiwan

  • Chega à Taiwan uma delegação de 5 membros do Congresso dos Estados Unidos. A visita não estava anunciada, e ocorre dois dias depois das maiores manobras militares já realizadas pelas Forças chinesas na região.

(12.08) Indonésia realiza exercícios militares com os EUA

  • Os Estados Unidos irão fortalecer o comércio com Taiwan e fazer novas travessias aéreas e marítimas pelo Estreito de Taiwan, como uma resposta às ações “provocativas” do governo chinês. A Casa Branca informou que irá divulgar um “plano de rota ambicioso” para as trocas comerciais nos próximos dias.
  • Pelo menos 4 mil soldados da Indonésia, dos Estados Unidos e seus aliados participaram exercícios de tiro, o chamado “Super Garuda Shield” na região da Indonésia. As operações são uma forma de prevenção de conflito, de acordo com um general norte-americano.
  • O Dia Internacional do Orgulho LGBT 2025 em Taiwan foi cancelado após promotores internacionais pedirem a retirada da ilha do nome do evento. O nome sugerido como alternativa era Dia Internacional do Orgulho Kaohsiung, cidada em que serão realizadas as atividades. O governo taiwanes lamentou a interferência política da InterPride, organização internacional que trabalha com os direitos da população LGBT.

(08.08) Rebastecimento e repúdio

O Comando Oriental chinês afirmou que fará novas atividades com foco em operações de assalto marítimo em Taiwan. A manutenção dos exercícios militares foi repudiada pelo Ministério de Relações Internacionais da ilha autogovernada. Para a pasta, a decisão da China em ocupar os céus e mares – como resposta à visita de Pelosi – só alimenta a crise na região.

Nesta segunda-feira (08), Taiwan recebeu a visita do primeiro-ministro do país caribenho São Vicente e Granadinas. A premier taiwanesa elogiou o político por sua coragem. Ela se disse “profundamente” tocada pois “os exercícios militares chineses não o impediram de visitar amigos”.

(07.08) Simulação de ataque

No quarto dia de ações militares por parte da China, 66 aviões da Força Aérea chinesa e 14 navios de guerra foram detectados pelo Ministério da Defesa de Taiwan. A ilha autogovernada acusou a China de realizar exercícios de simulação de ataque. As atividades foram vistas do território taiwanês e também ao redor do Estreito de Taiwan, que separa a ilha da China Continental. Também no domingo (7), um comentarista da televisão estatal da China afirmou que o exército do país manteria exercícios “regulares” bem perto de Taiwan.

(06.08) Ataque cardíaco

No sábado (6), o líder de produção de mísseis de Taiwan faleceu, aos 57 anos, após ter um ataque cardíaco. Ou Yang tinha histórico de doença do coração e trabalhava junto a outros funcionários para dobrar a capacidade anual de produção de mísseis na ilha asiática, junto ao Instituto Nacional de Tecnologia do Ministério da Defesa de Taiwan.

(05.08) Austrália e Tóquio se posicionam

No segundo dia de exercícios militares, navios e aviões de guerra cruzaram a linha mediana do Estreito de Taiwan, que separa a ilha da porção continental. O comunicado foi feito pelo Ministério da Defesa de Taiwan. Nesta sexta-feira (05), Nancy Pelosi respondeu às investidas chinesas e disse que seu país “não permitirá” que a China isole Taiwan (Estadão). A presidente da Câmara americana está na capital do Japão, que pede a “cessão imediata dos exercícios militares chineses” e é parceiro comercial número um da China. Também na sexta-feira, Pequim suspendeu canais de diálogo com a capital dos EUA.

O ministro da defesa da Austrália, Andrew Hastie, foi questionado sobre como o país agiria no caso de uma invasão à Taiwan. A “era do país de sorte acabou”, disse, explicando que para se proteger também é preciso proteger o “amigos”. Ele não descartou a possibilidade de visitar Taiwan em meio às atuais tensões.

(04.08) Intensificação militar

Na quinta-feira (04), o exército chinês disparou mísseis de longo alcance com munições reais ao redor de Taiwan, como parte da retaliação e demonstração de força após o tensionamento diplomático com os EUA. O ministro da Defesa condenou a postura da China: “ações irracionais que minam a paz regional”. (UOL)

Estas e outras ações militares em Taiwan executadas como resposta às “graves provocações alguns políticos americanos e dos independentistas taiwaneses” devem continuar, segundo a Hua Chunying, porta-voz da diplomacia chinesa. Segundo o ministro da Defesa do Japão, foram lançado cinco mísseis balísticos nas águas japonesas na quinta-feira. Fumio Kishida, primeiro-ministro japonês, considerou “um problema grave” os exercícios militares próximos à Taiwan, pois ameaçam a paz e segurança da região.

(03.08) Reação Chinesa

Na quarta-feira (03), a China avisou que organizaria exercícios militares em seis pontos próximos à ilha, em represália à visita de Pelosi, que deixou Taiwan no mesmo dia pela noite em direção à Coréia do Sul.

A líder americana declarou que mantinha “firme” compromisso com a democracia de Taiwan e outros locais. Segundo autoridades taiwanesas, 27 aviões militares invadiram a sua área de defesa aérea na quarta-feira. A ilha entrou em alerta e passou a negociar rotas aéreas alternativas com as Filipinas e o Japão, pois acusa da China de ter criado um bloqueio aeronaval (G1).

Quando drones chineses chegaram à área de Kinmen, o exército taiwanês ” disparou sinalizadores para afugentá-los. (…) Reagiremos se eles entrarem”, explicou o major Zone-sung. (Reuters). Pequim disse que vê como uma “completa farsa” o discurso de defesa da democracia exaltado por Nancy, que foi a primeira líder do governo americano a visitar a ilha em 25 anos.

(02.08) – Pelosi chega à Taiwan

Pelosi foi desaconselhada por funcionários do governo americano e pelo presidente Joe Biden, mas não foi impedida de fazer a viagem. Segundo ela, a passagem pelo controverso território considerado uma “província rebelde” pela China partiu de “vontade própria”. A ilha autônoma de Taiwan é controlada pelas forças do governo chinês, e a visita da autoridade americana foi vista como um estímulo ao movimento pró-independência taiwanesa e uma ameaça à sua segurança e soberania nacional. Nancy Pelosi tem um longo histórico de oposição ao governo chinês com base em Pequim. (G1)