Os locais incluídos no levantamento são operações de petróleo e gás, minas de carvão, locais de combustíveis fósseis em desenvolvimento e aqueles com licenças de exploração.
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“Cada um desses locais é um sinal de hipocrisia, dizendo por um lado que esta área merece proteção e, por outro lado, trazendo a extração de combustível fóssil para essas mesmas áreas”, disse Alice McGown, especialista em informações geográficas da a iniciativa Leave it in the Ground (Lingo🇬🇧), ao jornal britânico The Guardian(*).
A análise (🇬🇧) também avaliou as emissões potenciais de CO2 das atividades de combustíveis fósseis em áreas protegidas para cada país, com China, Venezuela e Arábia Saudita compondo os três primeiros e Reino Unido, Austrália, EUA e Canadá entre os 12 primeiros.
As áreas afetadas incluem locais de proteção marinha no Reino Unido, o refúgio nacional de vida selvagem do Ártico nos EUA, os parques das Montanhas Rochosas do Canadá e os lagos Coongie no sul da Austrália. A área protegida de estepe natural de Xilin Gol, na China, e o santuário de vida selvagem marinha de Jubail, na Arábia Saudita, também contêm atividades de combustíveis fósseis.
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A maioria das grandes empresas de petróleo e gás lucram com a extração em áreas protegidas, disseram os pesquisadores.
Para chegar nesses resultados, os pesquisadores cruzaram mapas de áreas protegidas reconhecidas pelo programa ambiental da ONU e pela União Internacional para a Conservação da Natureza com informações sobre locais de combustíveis fósseis do provedor de dados padrão da indústria Rystad.
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