Encerrado o primeiro turno das eleições deste ano, o Poder Legislativo já tem novos nomes para 2023. O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, elegeu bancada de número recorde para o Congresso Nacional, com 99 novos deputados. A federação do PT veio em seguida, com 79 deles. Os partidos do Centrão obtiveram 235 cadeiras.
Milhares de candidatos das eleições 2022 disputaram cargos para formar o Poder Legislativo em 2023. A nível nacional, este poder é composto por duas casas: o Senado Federal, com 3 senadores federais por estado, e a Câmara dos Deputados, formada por 523 deputados federais eleitos pelas 27 unidades da federação em número proporcional às suas populações.
Nos plano estaduais, há as Assembleias Legislativas, onde deputados estaduais propõe leis e fiscalizam o trabalho dos governadores. Veja quantos nomes foram eleitos para cada casa neste 2 de outubro:
Veja como fica a nova formação do Senado Federal (CNN)
O Partido Liberal (PL), do presidente Jair Bolsonaro, foi o que mais conseguiu conquistar vagas para o Senado em 2023. A sigla elegeu oito senadores e, com isso, ocupará 14 cadeiras.
O astronauta Marcos Pontes (PL) foi o candidato mais votado do país para o Senado. Ex-ministro da Ciência e Tecnologia de Bolsonaro, recebeu sozinho mais de 10,7 milhões de votos.
O segundo partido que mais elegeu senadores foi o União Brasil, que a partir de fevereiro de 2023, contará com 5 cadeiras.
O Partido dos Trabalhadores, do ex-presidente Lula, veio em terceiro, conquistando 4 cadeiras no Senado.
Aqui, o Partido Liberal (PL) se sobressai em números, como na disputa por cadeiras do Senado. Dez das 27 unidades federativas brasileiras elegeram um candidato da sigla.
Para 2023, foram eleitos para a Câmara dos Deputados 23 partidos, 7 a menos que em 2018 e menor soma registrada nos últimos 4 anos. A diminuição do conjunto de partidos tende a facilitar negociações de medidas entre presidente e Congresso. (Poder 360º)
Os deputados eleitos começam seus mandatos em janeiro de 2023 e permanecem no cargo por 3 anos. Veja mais detalhes da composição na reportagem do G1 ou consulte quais foram os deputados estaduais e distritais eleitos por unidade da federação no site do Nexo.
Infográfico: Nexo Jornal
Pela primeira vez na história, brasileiros elegeram duas deputadas trans para representá-los na Câmara. Erika Hilton (PSOL-SP) foi a 9ª candidata mais votada do estado de São Paulo e Duda Salabert (PDT-MG) a 3ª candidata mais votada em Minas Gerais. (Congresso em Foco)
Representação feminina
Na Câmara, o número de mulheres eleitas cresceu em 2022, mas teve queda no Senado. (Congresso em Foco) Veja um balanço da mudança após esta eleição:
Conheça o projeto Elas no Congresso, que acompanha a tramitação de propostas sobre direitos das mulheres na Câmara e no Senado.
Ao menos 23 candidatos apoiados pelo Proarmas, maior grupo armamentista do Brasil, foram eleitos para o Senado e a Câmara neste domingo (2). O fundador do movimento e amigo íntimo dos Bolsonaro, Marcos Pollon (PL), foi o 2º mais votado no Mato Grosso do Sul.
O Proarmas é formado por profissionais de segurança pública, políticos de direita e ex-membros do atual governo. Além de tentar impedir a volta do Estatudo do Desarmamento, o grupo tem objetivo de flexibilizar a política de armas como parlamentares e formar a “bancada dos CACs”, em referência à sigla para caçadores, atiradores e colecionadores. (Veja)
Policiais eleitos
Apenas na Câmara dos Deputados, o número de policiais eleitos avançou 21,4% nos últimos 4 anos, segundo apurou o Fórum de Segurança Pública nesta segunda (3). Dos 34 deputados federais eleitos, quase metade (16) se candidataram pelo PL, seguido pelo PP, com 3. São Paulo foi o estado que elegeu maior número de policiais para a Câmara Federal. Confira a lista completa dos delegados, coronéis, sargentos e capitães eleitos.
O número de pessoas negras escolhidas como representantes da Câmara dos Deputados cresceu 10% em 2022 em relação ao ano de 2018, passando de 124 a 135.
Apesar do aumento, congressistas brancos ainda são imensa maioria – 369 foram eleitos para assumir no próximo ano.
A autodeclaração de candidatos só passou a ser registrada a partir das eleições de 2014. Antes, a Justiça Eleitoral não tinha mecanismos para identificar candidatos negros. Leia mais na reportagem do Poder 360º.
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Foto do topo: Pxhere
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