Empresas chinesas estão na vanguarda da corrida para desenvolver a próxima geração de inteligência artificial, focando em agentes autônomos que prometem automatizar tarefas complexas com mínima intervenção humana, superando os tradicionais chatbots. Nos últimos meses, gigantes da tecnologia e startups chinesas lançaram suas próprias soluções, intensificando a competição global.
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Startups como Butterfly Effect e Zhipu afirmam que suas ferramentas já superam o Deep Research da OpenAI em alguns critérios. Além disso, nomes como Alibaba e ByteDance estão impulsionando seus agentes com modelos de IA próprios, entrando em concorrência direta com plataformas de empresas como Microsoft, Google e Amazon.
O investimento global nesta tecnologia cresce à medida que empresas buscam maior eficiência e redução de custos. Uma pesquisa da IBM revela que mais de 60% dos CEOs já estão implementando ou planejando expandir o uso de agentes de IA.
O Cenário Atual e os Desafios da IA na China
As capacidades desses agentes variam amplamente, abrangendo desde o planejamento de viagens até o desenvolvimento de aplicativos. No entanto, a falta de benchmarks comuns dificulta a comparação de desempenho. Um relatório da consultoria de inteligência de mercado IDC aponta que muitas empresas chinesas estão rotulando produtos como “agentes de IA” apenas para capitalizar no hype, resultando em qualidade desigual. Especialistas enfatizam que o desempenho dos agentes depende diretamente dos Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) em que são construídos. Zhou Yu, professor da Universidade de Columbia, afirma que “se os modelos estão melhorando, a usabilidade dos agentes também melhorará — uma maré alta levanta todos os barcos.”
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Embora as empresas americanas ainda liderem no desenvolvimento de modelos de IA, a diferença está diminuindo, segundo Sayash Kapoor, coautor de “AI Snake Oil”. Contudo, a “verdadeira competição” reside na implantação eficaz de agentes de IA em toda a economia. Kapoor observa que a “China está significativamente atrás dos EUA na digitalização de processos empresariais, adoção de computação em nuvem e treinamento da força de trabalho.”
Apesar de não estarem em uso generalizado, quatro empresas chinesas se destacam como pioneiras no lançamento de agentes de IA:
Manus – Butterfly Effect
Lançado em março, o Manus, da startup chinesa Butterfly Effect, ganhou notoriedade com seu agente de IA de uso geral. Ele promete executar uma variedade de tarefas do mundo real, como planejamento de itinerários e análise de negócios. Construído com modelos fundamentais como o Claude da Anthropic e o Qwen da Alibaba, afirma superar o Deep Research da OpenAI em alguns benchmarks. A empresa já arrecadou US$ 75 milhões em financiamento e oferece planos de assinatura paga.
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Quark – Alibaba
O Quark, lançado em março pelo Alibaba, se posiciona como um agente de IA “tudo-em-um”, impulsionado pelo modelo Qwen da própria Alibaba. Ele visa uma ampla gama de tarefas de trabalho, incluindo pesquisa acadêmica, diagnósticos médicos e criação de apresentações. O aplicativo rapidamente alcançou o topo do ranking de apps de IA na China, com 149 milhões de usuários ativos mensais.
AutoGLM Rumination – Zhipu
A Zhipu, uma das principais startups de IA da China, lançou seu agente AutoGLM Rumination em março. Demonstrações mostram o agente executando tarefas como comparar preços de delivery e gerar relatórios de pesquisa online. Apoiada por financiamento governamental, a empresa iniciou seu processo de oferta pública inicial.
Coze – ByteDance
A ByteDance, empresa-mãe do TikTok, lançou o agente de IA Coze em abril. O Coze oferece quatro funções principais: análise de dados, redação de relatórios e criação de sites e aplicativos. Possui também um agente focado em finanças, desenvolvido em parceria com a Huatai Securities, para analisar dados do mercado de ações. Construído principalmente com o modelo Doubao 1.5 Pro da própria ByteDance, o Coze busca integrar outras plataformas da empresa, como o Douyin.
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