Anthropic aposta na eficiência e deve gastar muito menos que a OpenAI com IA até 2028

A startup Anthropic, criadora do modelo Claude, está projetando uma vantagem significativa de custos em relação à OpenAI nos próximos anos. Segundo reportagem do The Information, a empresa espera gastar menos da metade do que sua principal concorrente com o treinamento e a operação de seus modelos de inteligência artificial (IA) — um fator que pode redefinir a disputa entre as duas gigantes do setor.

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Diferença bilionária nos custos de computação

De acordo com as estimativas, a Anthropic prevê US$ 6 bilhões em custos de computação em 2025, enquanto a OpenAI deve desembolsar US$ 15 bilhões no mesmo período. A diferença tende a se ampliar nos anos seguintes: até 2028, a Anthropic espera chegar a US$ 27 bilhões em gastos, contra impressionantes US$ 111 bilhões previstos pela OpenAI.

Essa economia decorre de uma estratégia mais flexível de infraestrutura. A Anthropic utiliza chips de Amazon, Nvidia e Google, combinando o que há de mais eficiente em diferentes fornecedores e adaptando cada tipo de chip a tarefas específicas. Já a OpenAI depende fortemente da Nvidia, cujas unidades de processamento gráfico (GPUs) são poderosas, mas caras — especialmente diante da alta demanda global por hardware de IA.

Crescimento sustentável e foco corporativo

Além de otimizar custos, a Anthropic também revisou para cima suas projeções de receita. A empresa estima alcançar US$ 70 bilhões até 2028 e tornar-se financeiramente sustentável (cash flow positivo) até 2027.

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A estratégia da startup é focada em empresas: cerca de 80% da receita vem do uso de suas APIs corporativas, que permitem integrar o Claude a produtos e sistemas internos de grandes companhias. Isso contrasta com a OpenAI, que aposta em um portfólio mais amplo e voltado ao consumidor final — incluindo ChatGPT, projetos de pesquisa, ferramentas educacionais e o sistema Atlas, voltado à infraestrutura de IA.

O contraste com a OpenAI

A OpenAI, por sua vez, segue um caminho mais ousado e intensivo em investimentos. A empresa de Sam Altman projeta atingir US$ 100 bilhões em receita até 2028, mas só deve alcançar fluxo de caixa positivo por volta de 2030, devido aos altos custos com servidores, chips e energia.

Enquanto a OpenAI aposta em dominar o mercado por meio de produtos de massa e inovação acelerada, a Anthropic parece adotar uma abordagem mais disciplinada e sustentável, priorizando eficiência e estabilidade.

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O que está em jogo

As estratégias opostas refletem duas visões diferentes sobre o futuro da IA:

  • Escala e visibilidade, representadas pela OpenAI, que busca transformar a IA em uma plataforma universal de consumo e criação.
  • Eficiência e especialização, defendidas pela Anthropic, que foca em oferecer soluções robustas e acessíveis para empresas e desenvolvedores.

Nos próximos anos, essa diferença de abordagem poderá determinar quem dominará a próxima fase da inteligência artificial — a que combina poder computacional, sustentabilidade financeira e capacidade de adaptação a um mercado cada vez mais competitivo.

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