Um juiz federal decidiu que o treinamento da inteligência artificial (IA) da Anthropic, utilizando livros adquiridos legalmente, se qualifica como uso justo. No entanto, o magistrado rejeitou qualquer defesa para 7 milhões de cópias piratas na biblioteca digital da empresa, no processo movido por um grupo de autores.
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Detalhes da decisão
- O juiz classificou o treinamento de IA como “espetacularmente” transformador, comparando o modelo Claude a escritores em formação que aprendem com autores consagrados, em vez de copiá-los.
- Os autores não conseguiram demonstrar que o Claude poderia gerar conteúdos que se assemelhassem às suas obras originais, enfraquecendo as principais alegações sobre danos competitivos.
- Os autos do processo revelaram que a Anthropic gastou “muitos milhões” para comprar livros impressos legalmente, digitalizando-os para uso no treinamento da IA.
- Contudo, a Anthropic também baixou milhões de livros de sites piratas, armazenando-os permanentemente, o que o tribunal considerou uma violação dos direitos dos autores.
- A empresa enfrentará um julgamento em dezembro por infração intencional das obras pirateadas, com possíveis indenizações que podem chegar a US$ 150.000 por livro.
Por que isso importa
Laboratórios de IA recebem sinal verde para treinar seus modelos com dados obtidos legalmente, o que pode estabelecer um dos primeiros precedentes para inúmeros casos atualmente movidos contra empresas de tecnologia. No entanto, dada a falta de clareza sobre quantos materiais protegidos por direitos autorais entram nos dados de treinamento, esta é apenas uma batalha no que parece ser uma guerra legal muito longa.
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