A OpenAI, criadora do ChatGPT, anunciou nesta terça-feira (2) um pacote de medidas e novas ferramentas com o objetivo de tornar a experiência de seus usuários mais segura e útil, especialmente em momentos de dificuldade e para o público jovem. As novidades, que incluem um sistema de controle parental, estão programadas para serem implementadas ao longo dos próximos 120 dias, com foco especial para o mês que se aproxima.
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A empresa destaca que o trabalho de aprimorar a forma como os modelos de IA reconhecem e respondem a sinais de sofrimento mental e emocional tem sido uma prioridade constante, guiada por especialistas.
Proteção reforçada para adolescentes
Um dos focos principais das novas iniciativas é a segurança dos adolescentes, considerados os primeiros “nativos digitais de IA”. Reconhecendo que muitos jovens já utilizam a ferramenta, a OpenAI busca dar suporte às famílias e a eles próprios para que possam estabelecer diretrizes de uso saudáveis.
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O ChatGPT receberá funcionalidades de controle parental em até um mês. Através de um convite por e-mail, os pais poderão vincular suas contas às de seus filhos (a partir de 13 anos). Com isso, será possível:
- Aplicar regras de comportamento: Os pais poderão controlar como o ChatGPT responde ao adolescente, com regras de comportamento apropriadas para a idade, que virão ativadas por padrão.
- Gerenciar recursos: Será possível desativar funcionalidades como a memória e o histórico de conversas, garantindo maior privacidade e controle.
- Receber alertas de segurança: O sistema poderá enviar notificações aos pais caso detecte que o adolescente está em um momento de sofrimento agudo, com o objetivo de apoiar a confiança mútua.
Essas funcionalidades se somam a outras já existentes, como lembretes para pausas durante sessões longas de uso.
Modelos de raciocínio para conversas delicadas
Para garantir respostas mais precisas e seguras em conversas sensíveis, a OpenAI está introduzindo um sistema de “roteamento em tempo real”. Esse sistema consegue escolher entre modelos de IA mais eficientes e os chamados modelos de raciocínio (como o GPT-5-thinking), baseando-se no contexto da conversa.
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Em breve, conversas que envolvam sinais de sofrimento agudo serão automaticamente direcionadas para um modelo de raciocínio. Treinados com um método chamado “alinhamento deliberativo”, esses modelos dedicam mais tempo para analisar o contexto antes de responder, o que, segundo testes da empresa, os torna mais eficazes em seguir diretrizes de segurança e mais resistentes a comandos maliciosos.
Parcerias com especialistas em bem-estar e saúde
A evolução da IA da OpenAI está sendo orientada por dois grupos de especialistas: o Conselho de Especialistas em Bem-Estar e IA e a Rede Global de Médicos.
O conselho é composto por especialistas em desenvolvimento juvenil, saúde mental e interação humano-computador. Seu papel é definir uma visão clara e baseada em evidências sobre como a IA pode apoiar o bem-estar das pessoas. Já a rede de médicos, que conta com mais de 250 profissionais em 60 países (incluindo psiquiatras, pediatras e clínicos gerais), contribui diretamente para a pesquisa de segurança, informando o treinamento dos modelos de IA e ajudando a engajar os especialistas certos quando necessário.
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A OpenAI reforça que essas medidas são apenas o começo e que o trabalho de aprimoramento é contínuo.



