Um recente post no blog da Microsoft Research reforça que o objetivo da pesquisa “Working with AI: Measuring the Occupational Implications of Generative AI”, lançada em julho, não é prever demissões causadas pela inteligência artificial (IA), mas sim identificar onde a IA é aplicável nas tarefas profissionais.
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IA como ferramenta, não substituta
Segundo os pesquisadores responsáveis, o estudo analisa em que grau chatbots, como o Copilot, são úteis em diferentes ocupações, despertando grande discussão pública sobre o futuro das profissões.
Metodologia baseada em dados reais
A pesquisa utilizou cerca de 200 mil conversas anônimas entre usuários e o Bing Copilot para identificar tarefas frequentes — como coleta de informações, redação, ensino e aconselhamento — e calcular um índice chamado “AI applicability score” (índice de aplicabilidade da IA) para cada ocupação.
Profissões ligadas ao trabalho intelectual, como computação e matemática, suporte administrativo e de escritório e vendas e comunicação, foram identificadas como aquelas com maior sobreposição com as capacidades atuais de IA.
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Nenhuma profissão é totalmente automatizada
Embora algumas funções apresentem alta pontuação, não há nenhuma ocupação em que a IA desempenhe 100% das tarefas, o que indica que sua função é mais de complemento do que de substituição.
Exemplos de ocupações com alta ou baixa aplicabilidade da IA
Conforme o estudo, os empregos com maior aplicabilidade envolvem escrita, atendimento ao cliente, tradução, jornalismo, programação web e análise de dados.
Em contrapartida, ocupações com menor risco de impacto — que exigem presença física ou habilidades manuais — incluem operadores de dragas, ajudantes de saúde, encanadores, carpinteiros e eletricistas.
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Comparação com inovações anteriores
A Microsoft compara o cenário atual ao impacto dos caixas eletrônicos (ATMs) nos anos 1970: apesar de a tecnologia automatizar parte do trabalho, essa automação acabou ampliando a quantidade de empregos, ao permitir que os atendentes se concentrassem em tarefas com maior valor agregado.
O estudo enfatiza que a alta aplicabilidade da IA não equivale à eliminação de empregos, mas sim à mudança na forma como o trabalho é realizado — com potencial para aumentar a eficiência em tarefas repetitivas. A mensagem é clara: o futuro do trabalho parece cada vez mais “híbrido”, com seres humanos e IA colaborando para entregar melhores resultados.



