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Inteligência Artificial

Ex-executiva da Amazon processa empresa alegando discriminação e retaliação

Publicado por
Isabella Caminoto

Uma ex-cientista de inteligência artificial (IA) processou a Amazon, acusando a gigante do varejo e tecnologia de discriminação de gênero, retaliação e demissão injusta. A cientista, Drª Viviane Ghaderi, alega que foi rebaixada e posteriormente demitida após reclamar de violações de direitos autorais cometidas pela empresa durante o desenvolvimento de IA.

De acordo com o processo judicial, Ghaderi trabalhava em equipes de linguagem avançada (Alexa) e modelos de linguagem ampla (LLM) da Amazon. Após seu retorno da licença maternidade em janeiro de 2023, parte de sua função era identificar violações de direitos autorais e reportá-las ao departamento jurídico interno.

O processo alega que seu diretor de equipe teria pressionado Ghaderi para ignorar as políticas de direitos autorais da Amazon a fim de melhorar os resultados de pesquisa da Alexa, afirmando que “todo mundo faz isso” se referindo a empresas concorrentes de IA.

Ghaderi também alega uma série de maus tratos relacionados à sua gravidez. Ela afirma que, ao informar Marcu, seu gerente anterior, sobre a gestação, ele a transferiu temporariamente para outro supervisor, alegando que não teria que “se preocupar” em gerenciar sua equipe durante a licença.

Após seu retorno ao trabalho, Ghaderi enfrentou um suposto ambiente hostil. Seu novo gerente teria feito comentários discriminatórios e pressionado para que ela atrasasse a licença maternidade.

Após reclamar ao RH sobre a avaliação de desempenho negativa e a falta de reinvindicação da carreira prometida, Ghaderi foi rebaixada.

Após uma nova licença médica protegida, Ghaderi recebeu outra avaliação negativa e descobriu que a carreira prometida antes da licença maternidade não estava mais disponível.

O processo judicial destaca a pressão enfrentada por desenvolvedores de IA em relação a violações de direitos autorais em dados de treinamento. Casos envolvendo o uso de texto protegido por direitos autorais por modelos de IA se tornaram frequentes.

Este caso levanta sérias questões sobre discriminação de gênero e ética no desenvolvimento de inteligência artificial na Amazon.

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Este post foi modificado pela última vez em 23 de abril de 2024 23:36

Isabella Caminoto

Advogada e mestranda em Direito Internacional, tenho a democracia e a liberdade como bandeiras irrenunciáveis. Sou apaixonada pelos animais e acredito que o bem-estar do nosso planeta deveria ser o destaque diário da pauta da nossa sociedade.

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