A farmacêutica Lilly anunciou o lançamento da maior e mais poderosa fábrica de inteligência artificial (IA) do planeta, construída sobre o supercomputador NVIDIA DGX SuperPOD equipado com mais de 1.000 GPUs NVIDIA Blackwell Ultra. O objetivo é revolucionar a pesquisa científica e acelerar a criação de novos medicamentos em escala global.
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Apresentada durante o evento NVIDIA GTC em Washington, D.C., a estrutura promete reduzir drasticamente o tempo de descoberta de remédios e impulsionar avanços em genômica, medicina personalizada e design molecular. Com capacidade para realizar mais de 9 quintilhões de cálculos por segundo, a fábrica representa um salto histórico na biotecnologia.
IA aplicada à descoberta de medicamentos
A nova infraestrutura será usada para treinar modelos de IA biomédicos em larga escala, capazes de identificar moléculas promissoras e desenvolver novos fármacos. Parte desses modelos estará disponível na plataforma Lilly TuneLab, que oferece acesso a modelos baseados em mais de US$ 1 bilhão em dados proprietários da empresa.
O TuneLab utiliza o sistema NVIDIA FLARE, que permite a colaboração entre empresas de biotecnologia mantendo os dados de cada uma em segurança. Assim, quanto mais participantes contribuem, mais inteligentes e precisos os modelos se tornam.
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Segundo Thomas Fuchs, diretor de IA da Lilly, “nossos modelos estão abrindo novas possibilidades para nossos químicos, ajudando a descobrir combinações de átomos antes impossíveis com métodos tradicionais”. Ele destaca que a IA é fundamental para criar medicamentos mais personalizados e eficazes.
Superpotência tecnológica impulsionando a medicina
A fábrica de IA é alimentada por toda a arquitetura NVIDIA DGX SuperPOD, que inclui computação acelerada, rede Ethernet NVIDIA Spectrum-X e software otimizado para IA. Essa combinação cria um ambiente seguro, escalável e voltado às exigências rigorosas da área da saúde.
Com o software NVIDIA Mission Control, a Lilly consegue monitorar e automatizar tarefas de IA em mais de mil GPUs, garantindo eficiência máxima no processamento de dados científicos.
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De acordo com Diogo Rau, vice-presidente executivo e diretor digital da Lilly, a união entre ciência e tecnologia “permite levar tratamentos a milhões de pessoas em uma escala antes inimaginável”.
Robótica, biomanufatura e IA física
Além da pesquisa, a fábrica de IA vai transformar a produção e distribuição de medicamentos. Com tecnologias como NVIDIA Omniverse e RTX PRO Servers, a empresa cria gêmeos digitais de suas linhas de produção, simulando e otimizando processos antes de aplicá-los no mundo real. Isso aumenta a segurança e reduz o tempo para que novos medicamentos cheguem aos pacientes.
A Lilly também utiliza robôs inteligentes para inspeção e transporte de materiais, reduzindo paradas nas linhas de produção. Plataformas como NVIDIA Isaac e Isaac Sim permitem testar soluções de robótica em ambiente virtual antes da implementação física.
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Liderança global em IA e impacto econômico
Segundo o ranking da CB Insights, a Lilly é atualmente a empresa farmacêutica mais preparada para o uso de IA no mundo. Para se ter uma ideia da evolução, em 1992 a Lilly usava um supercomputador Cray. Hoje, cada GPU Blackwell Ultra tem o poder equivalente a sete milhões desses sistemas. No total, a nova instalação entrega mais de 9.000 petaflops de desempenho em IA, um feito que simboliza o futuro da ciência aplicada à saúde.



