A Meta anunciou a demissão de cerca de 600 profissionais de sua divisão de inteligência artificial (IA), segundo um memorando interno assinado por Alexandr Wang, diretor de IA da empresa. As reduções teriam afetado principalmente a unidade de pesquisa FAIR (Fundamental AI Research), enquanto o TBD Lab, grupo dedicado à pesquisa de superinteligência e supervisionado diretamente por Wang, não foi impactado.
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Detalhes da reestruturação
De acordo com Wang, o objetivo é formar equipes menores e mais ágeis, com menos camadas de aprovação hierárquica. Os profissionais desligados foram incentivados a se candidatar a outras vagas dentro da própria Meta.
Os cortes atingiram times de pesquisa da FAIR, equipes de produto e grupos de infraestrutura, mas pouparam o TBD Lab, que tem papel estratégico na nova visão de IA da empresa.
Apesar das demissões, a Meta mantém um ritmo agressivo de contratações, atraindo talentos de concorrentes. Entre as novas aquisições estão Ananya Kumar, ex-cientista da OpenAI, e Andrew Tulloch, cofundador da TML (TinyML).
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Tensão nos bastidores
As demissões ocorrem após atritos internos entre a nova liderança e pesquisadores veteranos da FAIR. No início do mês, cientistas — incluindo o renomado Yann LeCun, um dos pioneiros da IA moderna — teriam manifestado resistência a novas regras de revisão de publicações científicas, consideradas mais restritivas.
Por que isso importa
A reestruturação confirma que a Meta está redefinindo sua estratégia de IA. A empresa, que já foi referência em pesquisa acadêmica com o FAIR, agora parece priorizar resultados aplicados e velocidade de desenvolvimento, especialmente nas frentes voltadas à superinteligência.
No entanto, essa guinada evidencia um choque cultural dentro da companhia: de um lado, os cientistas da velha guarda, focados em pesquisa aberta e rigor acadêmico; de outro, a nova geração de líderes e engenheiros que buscam avanço rápido e controle centralizado.
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Com isso, a Meta tenta equilibrar a pressa por inovação disruptiva com o desafio de manter coesão e moral interna — um dilema que pode definir o futuro de sua corrida pela liderança em inteligência artificial.
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