Créditos da imagem: AFP

OpenAI acelera desenvolvimento de “celular com agente de IA” e mira produção em massa já em 2027

A OpenAI estaria acelerando seus planos para entrar oficialmente no mercado de hardware com um smartphone focado em agentes de inteligência artificial (IA). Segundo informações divulgadas pelo analista da cadeia de suprimentos Ming-Chi Kuo, conhecido por antecipar movimentos da indústria de tecnologia, a empresa agora pretende iniciar a produção em massa do dispositivo no primeiro semestre de 2027 — cerca de um ano antes do cronograma anteriormente especulado.

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A movimentação sugere que a corrida pela próxima geração de dispositivos móveis baseados em IA pode estar entrando em uma nova fase. Em vez de apenas integrar modelos generativos em aplicativos, empresas do setor começam a disputar o controle completo da experiência: hardware, sistema operacional, sensores e agentes inteligentes funcionando de forma contínua no cotidiano do usuário.

De acordo com Kuo, a aceleração do cronograma pode estar ligada a dois fatores principais. O primeiro seria uma possível preparação da OpenAI para uma futura abertura de capital. Ter um produto de hardware ambicioso no pipeline fortaleceria o discurso da companhia diante de investidores, especialmente em um momento em que o mercado busca empresas capazes de transformar IA em plataformas completas de consumo.

O segundo fator é o aumento da competição no segmento de “AI phones”. Gigantes como Google, Apple e Samsung Electronics já vêm incorporando recursos generativos diretamente em seus dispositivos, enquanto startups e fabricantes chinesas exploram aparelhos construídos especificamente para interação com agentes inteligentes.

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Um telefone pensado para agentes autônomos

O rumor mais interessante sobre o suposto aparelho da OpenAI envolve seu sistema de visão computacional. Segundo o relatório, o smartphone teria como diferencial um processador de imagem avançado, com pipeline HDR aprimorado para permitir que agentes de IA compreendam melhor o ambiente físico em tempo real.

Na prática, isso significa que o dispositivo poderia analisar continuamente cenas, objetos, textos e contexto visual ao redor do usuário — transformando a câmera em um sensor central para agentes autônomos.

A proposta vai além das funções atuais de reconhecimento de imagem presentes em smartphones premium. O objetivo parece ser criar um dispositivo em que a IA não apenas responda perguntas, mas perceba o ambiente e aja de maneira contextual.

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Outro detalhe importante é que a fabricante de chips MediaTek estaria posicionada como fornecedora exclusiva do projeto. O aparelho utilizaria dois processadores dedicados à IA: um voltado para tarefas visuais e outro para linguagem natural. Essa divisão permitiria executar simultaneamente interpretação de imagens, processamento contextual e interação conversacional sem depender integralmente da nuvem.

A estratégia reforça uma tendência crescente da indústria: mover parte significativa da inteligência artificial para processamento local, reduzindo latência e aumentando privacidade.

O mercado bilionário dos dispositivos de IA

As estimativas também chamaram atenção do mercado. Kuo afirmou que, se o desenvolvimento seguir conforme o esperado, os embarques combinados do aparelho entre 2027 e 2028 poderiam alcançar 30 milhões de unidades.

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Embora agressiva, a previsão revela o tamanho da aposta em torno dos chamados dispositivos agentivos. Após o boom inicial dos chatbots generativos, o setor agora tenta descobrir qual será o formato dominante da próxima era da computação pessoal.

A ideia de um telefone centrado em agentes inteligentes se encaixa em uma visão mais ampla defendida por líderes da indústria: a substituição gradual da lógica baseada em aplicativos por sistemas capazes de executar tarefas complexas autonomamente.

Nesse cenário, em vez de abrir diferentes apps para pedir comida, reservar voos ou responder mensagens, o usuário simplesmente delegaria objetivos ao agente de IA, que cuidaria de toda a execução.

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E o misterioso projeto com Jony Ive?

O avanço acelerado do suposto “AI phone” também levanta dúvidas sobre outro projeto altamente comentado da OpenAI: a parceria com Jony Ive.

No ano passado, a OpenAI adquiriu a startup io, fundada por Ive, em um movimento cercado de expectativa. Na época, executivos sugeriram que o objetivo seria criar experiências “além das telas”, indicando um possível rompimento com o modelo tradicional de smartphones.

Até agora, porém, quase nada concreto foi revelado sobre o dispositivo desenvolvido pela equipe de Ive. Rumores variam entre wearables, assistentes ambientais e aparelhos sem tela convencional.

Se a OpenAI realmente estiver acelerando um smartphone tradicional com capacidades agentivas, isso pode indicar duas possibilidades: ou o projeto da io ainda está distante da maturidade comercial, ou a empresa decidiu atuar em múltiplas frentes simultaneamente.

Independentemente do formato final, a disputa pelo hardware da era da IA parece ter começado oficialmente — e a OpenAI quer garantir que não ficará limitada apenas ao software.

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