Créditos da imagem: Getty Images via AFP

OpenAI promete reforçar segurança do Sora após reclamações de Hollywood

A OpenAI divulgou um comunicado conjunto com o ator Bryan Cranston, grandes agências de Hollywood e o sindicato SAG-AFTRA, anunciando que irá reforçar as proteções do Sora 2 — sua ferramenta de geração de vídeo por inteligência artificial (IA) — diante de denúncias de uso indevido da imagem e voz de celebridades.

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Detalhes do comunicado
  • O ator Bryan Cranston descobriu vídeos gerados por IA em que aparecia ao lado de Michael Jackson, tirando selfies — algo que jamais aconteceu. As imagens haviam sido criadas com o Sora 2, sem qualquer autorização do ator.
  • A OpenAI pediu desculpas pelos casos de “gerações não intencionais” e afirmou que vai implementar salvaguardas mais rígidas, em parceria com o SAG-AFTRA e com representantes da indústria cinematográfica.
  • O comunicado também manifestou apoio ao projeto de lei NO FAKES Act, que busca proteger artistas contra réplicas não autorizadas de suas vozes e aparências criadas por inteligência artificial.
  • O presidente do SAG-AFTRA, Sean Astin, alertou que Cranston representa “incontáveis profissionais em risco” e defendeu que o modelo de consentimento explícito (opt-in) é “a única forma ética” de empresas de IA trabalharem com imagens e vozes de artistas.
Por que isso importa

Desde o lançamento, o Sora tem gerado polêmica — e não apenas entre fãs de tecnologia. Além de casos envolvendo herdeiros de Martin Luther King Jr., agora o episódio com Cranston reacende o debate sobre os limites legais e éticos da reprodução digital de pessoas reais.

Enquanto alguns famosos, como Mark Cuban, aceitaram participar de forma controlada, grande parte do sucesso viral da plataforma parece ter se apoiado em um terreno jurídico nebuloso, onde privacidade, direito de imagem e inovação tecnológica ainda colidem sem consenso claro.

O movimento da OpenAI, ao se alinhar com sindicatos e legislações em defesa dos artistas, sinaliza um esforço para recuperar a confiança da indústria do entretenimento — mas também reconhece que, no campo da IA generativa, o poder de criar vem acompanhado de uma nova responsabilidade moral e legal.

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