A OpenAI, criadora do ChatGPT, dará um passo estratégico em 2025: lançar seu primeiro chip de inteligência artificial desenvolvido em parceria com a gigante americana de semicondutores Broadcom. O objetivo é atender à crescente demanda por poder computacional e reduzir a dependência da Nvidia, líder atual no fornecimento de hardware para IA.
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Segundo pessoas próximas ao acordo ouvidas pelo Financial Times, o chip começará a ser entregue no próximo ano. Hock Tan, CEO da Broadcom, mencionou recentemente um cliente “misterioso” que fechou um contrato de US$ 10 bilhões em encomendas. O anúncio impulsionou as ações da empresa em 15% já no pregão de sexta-feira, elevando sua capitalização de mercado para US$ 1,7 trilhão.
Estratégia segue grandes players de tecnologia
Com a iniciativa, a OpenAI segue o caminho de gigantes como Google, Amazon e Meta, que já projetam chips próprios para rodar modelos de inteligência artificial. Esses componentes especializados se tornaram essenciais em meio ao aumento explosivo da demanda por capacidade de processamento para treinar e operar sistemas avançados.
De acordo com fontes ligadas ao projeto, os chips serão usados exclusivamente pela OpenAI, sem previsão de venda a terceiros. A empresa já havia iniciado uma colaboração inicial com a Broadcom no ano passado, mas até então não havia clareza sobre prazos de produção em larga escala.
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Impacto no mercado de chips de IA
A parceria com a OpenAI transformou a Broadcom em um dos principais players do setor de semicondutores para IA. Em teleconferência com analistas, Tan destacou que a empresa conquistou um quarto cliente relevante em chips personalizados, sem citar nomes. Fontes de mercado confirmaram que se trata da OpenAI.
O movimento reforça a previsão de analistas do HSBC, que estimam crescimento mais acelerado no negócio de chips customizados da Broadcom do que no segmento de IA da Nvidia a partir de 2026. Apesar disso, a Nvidia continua dominando o mercado, com as grandes empresas de tecnologia figurando entre seus maiores clientes.
Pressão por mais poder computacional
Sam Altman, CEO da OpenAI, tem sido vocal sobre o desafio de garantir capacidade suficiente para o avanço da IA. A companhia foi uma das primeiras a adotar chips da Nvidia e segue como uma das maiores consumidoras de seu hardware.
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No mês passado, Altman afirmou que a OpenAI está priorizando o aumento da infraestrutura para atender à demanda crescente do GPT-5, nova versão do modelo de linguagem. A expectativa é dobrar a frota de servidores nos próximos cinco meses, reforçando a necessidade de alternativas próprias em hardware.
Com a chegada do chip desenvolvido em parceria com a Broadcom, a OpenAI busca maior independência tecnológica e uma vantagem competitiva em meio à corrida global pela inteligência artificial.



