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Inteligência Artificial

Pesquisa global revela: 70% dos bancos já usam IA agentiva. Confira como

Publicado por
Isabella Caminoto

A inteligência artificial agentiva (ou agentic AI) está deixando de ser apenas uma promessa futurista e começa a transformar de verdade o setor bancário. De acordo com um estudo da MIT Technology Review Insights e da consultoria EY, realizado com 250 executivos de instituições financeiras em 2025, quase 70% dos bancos já usam esse tipo de tecnologia — seja em projetos-piloto ou em operações em escala.

Essa nova geração de inteligência artificial vai além das ferramentas tradicionais. Ela consegue analisar grandes volumes de dados, tomar decisões e até executar ações com pouca ou nenhuma intervenção humana. Isso abre caminho para serviços mais rápidos, seguros e personalizados.

Onde os bancos já aplicam a IA agentiva

Segundo a pesquisa, os bancos estão usando a tecnologia principalmente para:

  • Detectar fraudes (56% dos entrevistados)
  • Reforçar a segurança digital (51%)
  • Cortar custos e ganhar eficiência (41%)
  • Melhorar o atendimento ao cliente (41%)

Um exemplo prático está na concessão de crédito e financiamentos. Processos que antes demoravam semanas, como a análise de documentos para aprovar uma hipoteca, agora podem ser acelerados com o apoio da IA. Isso gera benefícios tanto para os clientes, que recebem respostas mais rápidas, quanto para os bancos, que reduzem custos operacionais.

Para Ian Glasner, líder de tecnologia emergente do HSBC, a IA funciona hoje como “um estagiário digital”: faz tarefas repetitivas e de suporte, mas sempre com a supervisão de profissionais humanos.

O que esperar para os próximos anos

A tendência é que o uso da IA agentiva cresça ainda mais. Os executivos ouvidos no estudo acreditam que, no futuro próximo, ela será essencial para três áreas-chave:

  • Fraudes (75% dos entrevistados)
  • Segurança cibernética (64%)
  • Atendimento ao cliente (51%)

Além de detectar riscos, a tecnologia pode personalizar serviços de forma inédita. Imagine um banco ajustando ofertas e recomendações de acordo com o comportamento de cada cliente, ou consultores financeiros com acesso instantâneo a análises integradas de dados pessoais e cenários econômicos.

Um exemplo vem do banco DBS, em Singapura, que já utiliza IA agentiva para interpretar mensagens financeiras altamente complexas, como instruções de transferências internacionais. A tecnologia organiza as informações e apresenta sugestões para aprovação final de um funcionário, garantindo velocidade e segurança.

Os principais desafios

Apesar do potencial, a implementação não é simples. O levantamento mostra que os bancos enfrentam obstáculos importantes:

  1. Governança e conformidade regulatória – 63% dos executivos citam como o maior desafio.
  2. Falta de profissionais capacitados – 58% apontam escassez de especialistas em IA.
  3. Qualidade e integração de dados – 54% relatam dificuldades em consolidar sistemas internos.

Outro ponto delicado é a confiança. Pesquisas mostram que apenas 42% dos consumidores acreditam que instituições financeiras usarão IA de forma realmente alinhada aos seus interesses.

Como superar essas barreiras

Especialistas recomendam que os bancos avancem de forma gradual, começando por processos simples e depois ampliando a automação. Entre as boas práticas estão:

  • Criar plataformas tecnológicas unificadas, que facilitem a governança e o controle.
  • Estabelecer métricas claras de desempenho para mostrar o valor da IA em termos de custo, receita ou eficiência.
  • Investir em capacitação, preparando os funcionários para supervisionar e trabalhar em conjunto com sistemas inteligentes.
  • Adotar princípios éticos, como o modelo PURE do DBS Bank, que garante que as aplicações de IA sejam transparentes, respeitosas e explicáveis tanto para clientes quanto para reguladores.

Uma mudança inevitável

A mensagem central do relatório é clara: a IA agentiva já está transformando o setor bancário e deve se tornar ainda mais estratégica nos próximos anos. Mas o sucesso dependerá do equilíbrio entre inovação, segurança e confiança.

Murli Buluswar, chefe de analytics do Citi, resume o desafio: “A habilidade de adotar novas tecnologias e repensar como a organização funciona vai separar os bancos que prosperam daqueles que ficam para trás”.

Este post foi modificado pela última vez em 9 de setembro de 2025 12:38

Isabella Caminoto

Advogada e mestranda em Direito Internacional, tenho a democracia e a liberdade como bandeiras irrenunciáveis. Sou apaixonada pelos animais e acredito que o bem-estar do nosso planeta deveria ser o destaque diário da pauta da nossa sociedade.

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