Créditos da imagem: Periodic Labs

Pesquisadores de elite deixam gigantes da tecnologia para apostar em nova startup

Um grupo de mais de 20 dos principais pesquisadores de inteligência artificial do mundo deixou empresas como OpenAI, Google DeepMind e Meta para fundar a Periodic Labs, uma startup com sede no Vale do Silício. O objetivo, segundo o jornal The New York Times, é ousado: criar sistemas de IA capazes de acelerar descobertas científicas em áreas como física e química.

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Entre os nomes está Rishabh Agarwal, ex-funcionário da Meta, que recusou uma proposta milionária de Mark Zuckerberg para integrar o novo laboratório de superinteligência da empresa. Agarwal preferiu apostar no projeto que promete transformar a forma como a ciência avança.

Fundadores da Periodic Labs querem focar em descobertas reais

A Periodic Labs foi criada por Liam Fedus, um dos co-criadores do ChatGPT, e por Ekin Dogus Cubuk, ex-pesquisador do Google DeepMind. Para eles, o futuro da IA não deve estar apenas em automatizar trabalhos de escritório ou criar chatbots mais avançados. A grande missão é acelerar a ciência.

O principal objetivo da IA não é automatizar trabalho de escritório. O objetivo é acelerar a ciência”, afirmou Fedus.

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Eles criticam a visão de grandes empresas como Meta e OpenAI, que investem bilhões em busca da chamada inteligência artificial geral ou da superinteligência. Para os fundadores da Periodic, esse caminho é “intelectualmente preguiçoso” e pouco voltado a resultados científicos concretos.

Como a startup pretende acelerar descobertas científicas

O diferencial da Periodic Labs está no uso combinado de inteligência artificial com experimentos físicos em larga escala. A empresa já levantou mais de 300 milhões de dólares em investimentos liderados pela a16z (Andreessen Horowitz) e prepara um laboratório em Menlo Park, Califórnia.

Nesse espaço, robôs irão conduzir milhares de testes científicos de forma automatizada. Enquanto isso, os sistemas de IA da empresa irão analisar os resultados, identificar padrões e propor novas combinações. Assim, a tecnologia aprenderá a repetir e acelerar o processo de descoberta.

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Um exemplo prático seria a criação de um novo tipo de supercondutor, material que pode revolucionar a eletrônica. O robô misturaria diferentes pós e substâncias, aqueceria em um forno, testaria os resultados e repetiria o ciclo até encontrar composições promissoras.

Segundo Cubuk, “a IA não fará a descoberta na primeira tentativa, mas irá iterar centenas de vezes até chegar a algo novo”.

Desafios e expectativas para o futuro

Embora a ideia seja inovadora, especialistas reconhecem os desafios. Oren Etzioni, fundador do Instituto Allen de Inteligência Artificial, destacou que avanços desse porte são lentos. “Não vai curar o câncer em dois anos. Mas é uma aposta visionária”, afirmou.

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Ainda assim, a iniciativa remete à era de ouro de laboratórios como Bell Labs e IBM Research, que no passado impulsionaram descobertas científicas fundamentais. A aposta da Periodic Labs é que a IA, quando integrada ao mundo físico, possa criar um novo ciclo de inovação acelerada.

Um novo rumo para a inteligência artificial

Enquanto gigantes da tecnologia competem para desenvolver superinteligência, a Periodic Labs defende uma abordagem mais prática: usar a inteligência artificial como catalisadora de descobertas científicas. Essa estratégia pode transformar áreas como medicina, química e física dos materiais, impactando diretamente o futuro da sociedade.

Com investimentos robustos, uma equipe de elite e uma proposta clara, a startup pode se tornar um dos projetos mais importantes da próxima década no setor de tecnologia e ciência.

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