[gtranslate]

Realidade virtual no Brasil: falta de acessibilidade prejudica mercado e empresas

A realidade virtual foi um dos maiores fenômenos tecnológicos há alguns anos, mas, atualmente, enfrenta um mercado pouco aquecido em todo o mundo.

Publicado por
Uesley Durães

Diversos fatores contribuem para esse momento de baixa, como a especulação excessiva e pouca ação efetiva, além do desconhecimento de grande parte da população sobre as tecnologias envolvidas. No entanto, o principal obstáculo para a realidade virtual é a falta de acessibilidade das ferramentas, especialmente no Brasil.

Segundo Freddy Paiva, community manager da Arvore – empresa brasileira com 6 anos de atuação no ramo – há uma crescente demanda por parte do mercado em RV e RA, mas o grande problema no cenário brasileiro é a falta de conhecimento das pessoas em relação às ferramentas integradas a esse ecossistema.

O executivo destaca que, embora haja um aumento na base de jogadores em RV em todo o mundo, no Brasil a falta de acessibilidade dos headsets é o maior obstáculo para o desenvolvimento e popularização da realidade virtual e aumentada. De acordo com ele, o custo médio de um óculos RV é de R$2.000, e como só são vendidos produtos importados no Brasil, isto é, não há produção própria, o custo pode ser ainda maior.

O designer de games Leonardo Dantas, também da Arvore, acredita que há uma facilidade do brasileiro gostar e interagir em RV, pois é algo super lúdico e divertido. Além disso, existe uma variedade de experiências, desde jogos de curta duração até jornadas e histórias mais complexas em realidade virtual. No entanto, as barreiras naturais limitam a expansão do mercado nacional.

Um dos projetos da empresa brasileira já ganhou o Emmy de animação em 2020. A história se chama The Line. O conto se passa em São Paulo (reprodução)

Paiva afirma que, mesmo com esse cenário desfavorável, a Arvore busca inovar e se adaptar. Além do desenvolvimento de games e experiências que não necessariamente usam headsets, a empresa está lançando iniciativas com elementos de realidade virtual no “mundo normal” para enfrentar o momento.

Um dos projetos da empresa brasileira já ganhou o Emmy de animação em 2020. A história se chama The Line. (reprodução)

Ainda segundo Paiva, a Arvore participa de exposições e eventos e espera tornar o Brasil um personagem importante no diagrama mundial da realidade virtual. “O lance é popularizar o VR no Brasil”, conclui o executivo.

Veja também:

Este post foi modificado pela última vez em 5 de maio de 2023 09:42

Uesley Durães

Posts recentes

IA supera professores de Direito em estudo de Stanford e acende debate sobre o futuro da educação jurídica; confira

A inteligência artificial (IA) acaba de alcançar mais um marco simbólico na educação superior. Um…

9 de junho de 2026

IA tem custo ambiental maior do que se imaginava, alerta relatório da ONU

A inteligência artificial (IA) está transformando setores inteiros da economia, impulsionando avanços em saúde, educação,…

9 de junho de 2026

Copa do Mundo 2026 aposta em IA para proteger jogadores de ataques online

A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México,…

6 de junho de 2026

Trump assina ordem executiva para revisar IA antes do lançamento e reacende debate sobre regulação nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (2) uma nova ordem executiva…

3 de junho de 2026

IA na saúde mental herda preconceitos humanos — e pesquisadores alertam para riscos invisíveis

A rápida expansão da inteligência artificial (IA) na saúde mental vem sendo tratada como uma…

28 de maio de 2026

Estudo de Stanford expõe viés racial em ferramentas de IA usadas para contratação

A promessa de neutralidade da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho acaba de sofrer…

27 de maio de 2026