Médicos da Universidade Columbia alcançaram a primeira gravidez utilizando um sistema de inteligência artificial (IA) chamado STAR. A tecnologia ajudou um casal a conceber após 18 anos de luta contra a infertilidade, ao descobrir espermatozoides viáveis em um homem com infertilidade severa.
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Como o STAR faz a diferença
- O STAR usa IA para analisar amostras de sêmen de homens com azoospermia, uma condição em que há praticamente zero espermatozoides mensuráveis, em contraste com as típicas 200 a 300 milhões de células.
- O sistema escaneou 8 milhões de imagens microscópicas em menos de uma hora, localizando 44 células, enquanto técnicos humanos não encontraram nenhuma após dois dias de busca.
- A equipe da Columbia desenvolveu essa abordagem ao longo de cinco anos, adaptando algoritmos usados em astrofísica para detectar novas estrelas, agora aplicados para encontrar células reprodutivas microscópicas.
- Por enquanto, o STAR é utilizado apenas no Centro de Fertilidade da Universidade Columbia, com um custo estimado de US$ 3 mil, o que é significativamente menor comparado aos US$ 15 mil a US$ 30 mil de um único ciclo de fertilização in vitro (FIV).
Por que isso é importante
As taxas de fertilidade estão caindo em todo o mundo. Para muitos casais, os custos elevados dos tratamentos de FIV (que não garantem sucesso) representam uma barreira intransponível. Com o STAR e outros novos sistemas impulsionados pela IA, espera-se que os médicos possam oferecer soluções para a infertilidade a um preço mais acessível para pais e mães que sonham em ter filhos.
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