[gtranslate]

Brasil definirá meta mais rígida para mudanças climáticas, diz agência

O governo Lula pretende comprometer o Brasil a uma meta mais ambiciosa de redução das emissões de gases do efeito estufa ainda neste ano, segundo fontes anônimas ouvidas pela agência de notícias Reuters. A ação seria uma resposta às críticas sofridas pela gestão anterior do governo, de Jair Bolsonaro.

Publicado por
Isabella Caminoto

Em 2021, o governo Bolsonaro prometeu reduzir as emissões em 50% até 2030, acima do compromisso anterior de 43%. Porém, tal percentual foi estabelecido em comparação com as emissões de 2005, quando o país emitia bem menos gases. Assim, foi considerada por organizações como o Observatório do Clima uma “pedalada climática”.

O Observatório calculou que a meta de Bolsonaro permitiria a emissão adicional de 400 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, em comparação com a meta anterior.

Para resolver essas questões, o governo Lula pretende, segundo as fontes “com conhecimento direto do assunto” ouvidas pela Reuters (*), manter a redução de 50%, mas corrigir o problema com a base de comparação.

O objetivo seria emitir a meta revisada, conhecida como “contribuição nacionalmente determinada” (NDC, na sigla em inglês), ainda este ano. Para isso, o governo estaria explorando maneiras de simplificar a meta, incluindo especificar o número exato de gigatoneladas de gases de efeito estufa cujas emissões o país buscará reduzir, teria dito uma das fontes.

Vale lembrar que a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), envolve compromissos voluntários criados por cada país signatário do Acordo de Paris para colaborar com a meta global de redução de emissões de gases do efeito estufa.

O Ministério do Meio Ambiente não comentou o assunto.

Lula retornou à presidência da República com a promessa de restaurar a posição do Brasil como líder global do debate sobre mudanças climáticas. Inclusive buscando o desmatamento zero na Amazônia brasileira.

Leia também:

Este post foi modificado pela última vez em 22 de maio de 2023 17:12

Isabella Caminoto

Advogada e mestranda em Direito Internacional, tenho a democracia e a liberdade como bandeiras irrenunciáveis. Sou apaixonada pelos animais e acredito que o bem-estar do nosso planeta deveria ser o destaque diário da pauta da nossa sociedade.

Posts recentes

GPT-5.6: OpenAI apresenta sua IA mais poderosa, mas restringe acesso a poucos parceiros

A OpenAI apresentou oficialmente o GPT-5.6, sua mais nova geração de modelos de inteligência artificial…

29 de junho de 2026

OpenAI entra na guerra dos chips e desafia Nvidia e Google na corrida pela infraestrutura da IA; conheça o Jalapeño

A OpenAI deu um passo que pode redefinir o equilíbrio de poder no setor de…

25 de junho de 2026

OpenAI ajuda a desvendar doenças raras infantis e dá nova esperança a casos sem diagnóstico

Um dos maiores desafios da medicina moderna está nos chamados "casos sem resposta": pacientes que…

23 de junho de 2026

Argentina quer criar empresas comandadas por IA — e acende debate global sobre responsabilidade e poder

A Argentina deu um passo inédito na corrida global pela inteligência artificial (IA). O governo…

22 de junho de 2026

Data centers no espaço? Musk revela plano para levar a IA à órbita terrestre

A corrida global pela inteligência artificial (IA) acaba de ganhar uma nova fronteira: o espaço.…

14 de junho de 2026

Metade dos norte-americanos teme perder o emprego para a IA — e a ansiedade só aumenta

A inteligência artificial (IA) já deixou de ser uma promessa tecnológica distante para se tornar…

13 de junho de 2026