A morte de James Lovelock, cientista pioneiro na defesa para adoção de medidas contra a crise climática, ONU analisará resolução sobre o reconhecimento universal do direito a um meio ambiente saudável e a aceleração no aumento do nível do mar no Reino Unido são os destaques de hoje do Curto Verde.
(FILES) In this file photo taken on March 17, 2009 British scientist James Lovelock poses for pictures, in Paris. - Influential British scientist James Lovelock, famed for his Gaia hypothesis and pioneering work on climate change, has died at the age of 103, his family announced on July 27, 2022. (Photo by JACQUES DEMARTHON / AFP)
Morreu nesta quarta (27), aos 103 anos, o cientista britânico James Lovelock (G1).
Criador da “hipótese Gaia”, que considera a Terra como um ser vivo capaz de autorregulação, Lovelock frequentemente alertava a população global sobre a dura realidade das mudanças climáticas, começando a defender medidas contra a crise décadas antes de muitos outros começarem a perceber o problema (Um Só Planeta).
Em entrevista ao jornal “The Guardian” em 2020, o cientista afirmou: “A biosfera e eu estamos no último 1% de nossas vidas”.
Nesta quinta-feira (28), a Assembleia Geral da ONU (AGNU) analisará uma resolução sobre o reconhecimento universal do direito a um meio ambiente saudável (Anistia Internacional).
O rascunho foi apresentado por cinco países (Costa Rica, Maldivas, Marrocos, Eslovênia e Suíça), em reconhecimento ao custo humano e financeiro da aceleração das mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição tóxica (ONU News).
A resolução foi apoiada por várias agências da ONU, organizações da sociedade civil e entidades que representam os povos indígenas. Além disso, dezenas de estados já indicaram seu apoio ao endossar formalmente a resolução.
Em 2021, o Conselho de Direitos Humanos da ONU, reconheceu um ambiente limpo, seguro, saudável e sustentável como um direito humano universal, após décadas de debates (Anistia Internacional).
Um relatório do Escritório de Meteorologia do Reino Unido, divulgado nesta quinta-feira (28), que analisa o clima e os eventos meteorológicos significativos do ano de 2021, aponta que a elevação do nível do mar está se acelerando no Reino Unido (Met Office).
O estudo (documento em inglês) confirma o impacto do aumento global das temperaturas no clima do Reino Unido, destacando que “as alterações climáticas não são apenas um problema futuro, mas já estão influenciando as condições em que vivemos” (AFP).
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Foto do topo: JACQUES DEMARTHON/AFP
Este post foi modificado pela última vez em 29 de julho de 2022 13:22
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