A aprovação, pelo Senado norte-americano, do maior pacote de combate às mudanças climáticas da história do país, o crescimento do desmatamento no Cerrado e na Amazônia, um relatório da OCDE expõe que os países pobres receberam só 8% do financiamento climático prometido pelas nações mais ricas e o projeto do “MIT da Amazônia” são os destaques.
WASHINGTON, DC - AUGUST 4: Senate Majority Leader Chuck Schumer (D-NY) arrives to a news conference about the Inflation Reduction Act outside the U.S. Capitol on August 4, 2022 in Washington, DC. Negotiations continue on the Senate budget reconciliation deal, which Senate Democrats have named The Inflation Reduction Act of 2022. The bill is expected to include $370 billion on energy and climate spending, roughly $300 billion in deficit reduction, three years of subsidies for Affordable Care Act premiums, some prescription drug reforms and tax modifications. Drew Angerer/Getty Images/AFP (Photo by Drew Angerer / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
Neste domingo (07), após uma longa sessão de debates, o Senado dos Estados Unidos aprovou um pacote que inclui o maior o investimento climático individual da história do país (Um Só Planeta).
O pacote de gastos climáticos e de saúde agora segue para aprovação na Câmara norte-americana, de maioria democrata.
Se virar lei, o projeto, formalmente conhecido como Lei de Redução da Inflação, destinaria 369 bilhões de dólares para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e investir em fontes de energia renováveis. (The Guardian*)
O pacote vai proporcionar um investimento bilionário em segurança climática e energética que deve reduzir as emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos em cerca de 40% até 2030 (em comparação com o ano base de 2005).
Veja a reação do senador democrata Chris Coons à aprovação:
De acordo com o Sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Cerrado teve 4.091,6 km² desmatados entre o início de janeiro e o fim de julho de 2022.
Esse número representa um aumento de 28,2% em relação ao registrado nos sete primeiros meses do ano passado e é o maior acumulado para o período nos últimos quatro anos.
Já a Amazônia, por sua vez, registrou um acumulado de alertas de desmatamento nos sete primeiros meses do ano de 5.463,2 km². Isso representa um crescimento de 7,1% em relação ao mesmo período em 2021 e indica o maior acumulado entre janeiro e julho nos últimos seis anos.
Considerando o “ano Deter”, que contabiliza de agosto de 2021 a julho de 2022, o acumulado total de alertas de desmatamento foi de 8.579,3 km² e, – apesar do montante representar uma redução de 2,3% em relação ao mesmo período do ano anterior (8.780 km²) – trata-se do terceiro pior ano desde o lançamento do Deter-B, em 2015. (WWF)
O mais recente relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE🇬🇧), aponta que os países desenvolvidos não cumpriram a promessa de destinar, a partir de 2020, 100 bilhões de dólares por ano para auxiliar as nações mais pobres a reduzirem emissões e se prepararem para os efeitos do aquecimento global.
A OCDE divulgou que o aporte feito em 2020 foi de cerca de 83,3 bilhões de dólares, portanto, abaixo dos 100 bilhões de dólares que tinham sido prometidos em 2009 durante a COP15, em Copenhague.
Na verdade, o documento aponta que cerca de 70% deste dinheiro foi distribuído através de empréstimos e não doações – e menos de um décimo do recurso foi destinado para quem mais precisa. A Ásia recebeu 42% do aporte, enquanto África ficou com 26% e as Américas com 17%.
De acordo com o relatório, os países de renda baixa – os que mais necessitam do financiamento – receberam apenas 8% do valor destinado ao fundo até agora.
Com o intuito de impulsionar a busca por conhecimento e tecnologia na Amazônia, pesquisadores brasileiros vêm desenvolvendo um projeto inspirado no MIT (Massachussets Institute of Technology, dos Estados Unidos) para criar o AmIT (Instituto de Tecnologia da Amazônia), que pretende ser um centro de pesquisa e formação destinado a focar nas necessidades e riquezas da região.
A iniciativa busca reunir conhecimento internacional sobre o bioma em um grande centro de inovação, visando contribuir com o desenvolvimento socioeconômico e melhoria da qualidade de vida da população amazônica, mas não tem o intuito de ser apenas uma universidade.
O instituto pretende fixar sedes em todos os países amazônicos e criar profissões, pesquisas e tecnologias exclusivamente voltadas para o universo da floresta e sua população de cerca de 50 milhões de pessoas. (Um Só Planeta)
A previsão é que o “MIT da Amazônia” esteja funcionando até 2031.
Confira a apresentação do Pré-Estudo de Viabilidade para o AmIT:
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Foto de destaque: AFP
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Este post foi modificado pela última vez em 28 de novembro de 2022 11:43
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