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Emirados Árabes querem ‘minimizar’ críticas na COP28, afirma ONG

Os Emirados Árabes Unidos, país organizador da COP28 deste ano, querem "minimizar" as críticas sobre as violações aos direitos humanos em seu território, afirmou uma ONG, baseando-se em uma gravação, nesta sexta-feira (1º).

Publicado por
Agence France-Presse

A conferência da ONU sobre o clima, entre final de novembro e início de dezembro em Dubai, um dos sete membros da Federação dos Emirados, suscita críticas de defensores dos direitos humanos e dos ativistas ambientais, por ser um grande exportador de hidrocarbonetos.

“Os Emirados planejam ‘anular e minimizar’ na COP28 as críticas sobre as violações aos direitos humanos”, disse em um comunicado o Centre for Climate Reporting, um grupo especializado de jornalismo investigativo com sede em Londres.

A ONG garante ter obtido uma gravação de uma “reunião preparatória” na qual a equipe encarregada de organizar o evento internacional discute com funcionários de alto escalão dos Emirados Árabes sobre a importância de “preservar” a imagem do país, advertindo que os ativistas tentarão “aproveitar a oportunidade” para atacá-la.

Os organizadores da COP28, consultados pela AFP, negaram-se a “comentar gravações não verificadas”.

A AFP não conseguiu verificar a autenticidade das gravações.

O áudio contém as palavras de Sconaid McGeachin, diretora britânica de comunicações da COP28, explicando que sua equipe havia preparado uma lista de possíveis “perguntas hostis”, e o comentário de uma autoridade dos Emirados afirmando que “não é obrigatório” respondê-las, caso não se refiram ao clima, segundo a ONG.

Em um comunicado, a Anistia Internacional denunciou as tentativas dos Emirados de “sufocar o debate na COP28”.

Tanto a Anistia como a Human Rights Watch multiplicaram os pedidos de liberdade de dezenas de opositores e defensores dos direitos humanos, que, segundo elas, foram presos injustamente no país.

O país do Golfo assegura que as “reuniões pacíficas” serão autorizadas no âmbito da COP28. As manifestações são habitualmente proibidas.

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Este post foi modificado pela última vez em 1 de setembro de 2023 14:51

Agence France-Presse

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