O fracasso global em reduzir as emissões de carbono poderá levar ao aumento dos custos do serviço da dívida para 59 países na próxima década. É o que constatou um estudo que simulou o impacto econômico das mudanças climáticas nas atuais classificações de crédito soberano.
mudanças climáticas/dinheiro
Países como China, Estados Unidos, Índia e Canadá podem esperar custos mais altos, pois suas pontuações de crédito caem dois níveis sob um sistema de ratings “ajustado ao clima”, de acordo com o estudo publicado na revista Management Science nesta segunda-feira (7).
O aumento dos custos da dívida seria apenas mais um dano econômico geral que as mudanças climáticas já estão causando. A gigante dos seguros Allianz estima que as recentes ondas de calor já teriam reduzido 0,6% da produção global neste ano.
O estudo treinou modelos de inteligência artificial (IA) nas classificações existentes da S&P Global e, em seguida, combinou isso com modelos econômicos climáticos e as próprias avaliações de risco de desastres naturais da S&P para criar novas classificações para vários cenários climáticos.
Um rebaixamento para 59 países soberanos surgiu de um chamado cenário RCP 8.5 de emissões que continuam aumentando. Em comparação, 48 soberanos sofreram rebaixamentos entre janeiro de 2020 e fevereiro de 2021 durante a pandemia da covid-19.
Se o planeta conseguir cumprir a meta do Acordo de Paris, com temperaturas mantidas abaixo do aumento de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais, os ratings de crédito soberano, na simulação, não veriam impacto no curto prazo e apenas efeitos limitados no longo prazo.
Por outro lado, um cenário onde as emissões se mantêm elevadas até o final do século resultaria em custos globais mais altos do serviço da dívida, chegando a centenas de bilhões de dólares em moeda corrente, segundo o modelo.
Vale frisar que os países em desenvolvimento com pontuações de crédito mais baixas são vistos como os mais atingidas pelos efeitos físicos das mudanças climáticas, mas as nações com as pontuações de crédito mais altas provavelmente enfrentarão rebaixamentos mais severos simplesmente porque têm mais a cair.
Leia também:
Este post foi modificado pela última vez em 8 de agosto de 2023 14:20
A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México,…
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (2) uma nova ordem executiva…
A rápida expansão da inteligência artificial (IA) na saúde mental vem sendo tratada como uma…
A promessa de neutralidade da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho acaba de sofrer…
A inteligência artificial (IA) acaba de entrar oficialmente no centro do debate moral da Igreja…
A disputa entre gigantes da inteligência artificial (IA) acaba de atingir um novo patamar —…