Nenhum país está em dia com os compromissos internacionais para diminuir o risco de catástrofes. A declaração foi feita na Assembleia Geral da ONU, durante a Reunião de Alto Nível sobre a Revisão Intermediária do Marco de Sendai para Redução de Risco de Desastres. O encontro tem como objetivo entender a origem e a conexão entre os riscos, sejam eles naturais, ambientais, relacionados ao clima, biológicos ou tecnológicos. Além disso, a meta é revisar medidas já adotadas.
O Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres foi adotado em março de 2015, durante a Terceira Conferência Mundial da ONU para a Redução de Riscos de Desastres. Ele tem por objetivo diminuir casos de mortes, destruição e deslocamentos causados por catástrofes naturais.
Na abertura da reunião, o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Csaba Korosi, disse que para gerenciar melhor os riscos, é preciso entender “como os desastres estão conectados” e como a ação humana está contribuindo para perpetuá-los.
Ele disse que o terremoto na Turquia e na Síria e o ciclone Mocha em Mianmar e Bangladesh evidenciam que os desastres “não conhecem fronteiras”. Korosi ressaltou a conexão entre estes eventos e a ação ou falta de ação humana.
Um relatório com as conclusões e recomendações da Revisão Intermediária do Marco de Sendai para Redução de Risco de Desastres constatou que “o progresso estagnou e, em alguns casos, foi revertido”.
Entre os retrocessos está o aumento de 80% no número de pessoas afetadas por desastres desde 2015. Além disso, os custos dos desastres continuam altos, com uma média acima de US$ 330 bilhões por ano entre 2015 e 2021.
Os dados indicam que não houve aumento proporcional no financiamento para a redução do risco de desastres. A reunião de dois dias irá examinar opções para acelerar e ampliar ações que coloquem os países no rumo das metas estabelecidas em 2015.
(Com ONU News)
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