As emissões de dióxido de carbono (CO2) relacionadas ao uso de energia atingiram um recorde de 39,3 bilhões de toneladas de carbono equivalente em 2022 – um aumento de 0,8% com relação a 2021. A conclusão é da 72ª edição do relatório publicado pela Agência Internacional de Energia (IEA) realizado pelas consultorias KPMG e Kearney, e a universidade Heriot-Watt, com patrocínio da petroleira BP.
Segundo o relatório, no Brasil, enquanto o consumo total de energia cresceu 4,3%, o país conseguiu reduzir 4% das emissões de CO2 relacionadas ao consumo de energia.
O consumo de energia hidrelétrica cresceu 17,3%. A capacidade instalada de turbinas de energia eólica foi ampliada em 14,2%. Já a energia gerada por painéis solares vem crescendo ano a ano, e em 2022 o aumento foi de 69,6%.
No âmbito das energias renováveis, registrou-se uma diminuição apenas no uso de biocombustíveis, com uma queda de 0,6%. O relatório não aborda a produção e o consumo de hidrogênio verde, uma vez que essa área ainda se encontra em fase experimental.
A nível global, a utilização de combustíveis fósseis ainda mantém sua predominância, representando 82% das fontes energéticas utilizadas. Por outro lado, as fontes de energia renovável, incluindo solar, eólica, biomassa, biogás e hidrogênio verde (excluindo as hidrelétricas), atingiram uma parcela de mercado de 7,5%. Esse percentual representou um aumento de 1% durante o ano de 2022.
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Este post foi modificado pela última vez em 10 de agosto de 2023 17:31
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