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Sete onças-pintadas são fotografadas na Serra do Mar paraense, após serem consideradas extintas

Sete onças-pintadas - incluindo filhotes - foram identificadas e fotografadas por pesquisadores brasileiros na região da Serra do Mar paranaense, área de Mata Atlântica. A espécie, que chegou a ser considerada extinta na região, voltou a ser registrada por armadilhas fotográficas em setembro de 2018. Agora o desafio maior é garantir a proteção da espécie ao longo do tempo e na redução das ameaças - incluindo a caça de animais que são presas para as onças.

Publicado por
Marcela Guimarães

“A quantidade total dessa população a gente desconhece. O que descobrimos é que existem ocorrências de onças, tanto machos e fêmeas, e também de filhotes”, o pesquisador e coordenador técnico do Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), Roberto Fusco.

Pesquisadores do programa divulgaram a descoberta de onças na Serra do Mar paraense em agosto no ano passado, na revista científica Oryx, publicada pela universidade britânica de Cambridge.

Após a publicação, adultos com filhotes foram registrados no local. O sétimo indivíduo da população foi avistado entre abril e outubro deste ano.

Programa Grandes Mamíferos da Serra do mar/ Fundação Grupo Boticário – via Agência Brasil

Segundo Fusco, as onças estão em uma área florestal de difícil acesso, já que os animais foram pressionados a se deslocarem para áreas montanhosas, principalmente por conta da caça, desmatamento e extração de palmito.

“Na Serra do Mar [paranaense], esses animais encontraram refúgio em áreas montanhosas, mais remotas e com difícil acesso para humanos, fator que talvez tenha contribuído para que esses felinos ficassem tanto tempo sem serem registrados”, diz.

O processo redescoberta da onça-pintada na região teve início em 2011, com a instalação de armadilhas fotográficas em algumas áreas específicas Serra do Mar paranaense. No entanto, nenhum indivíduo foi registrado. 

Moradores locais, porém, relatavam aos pesquisadores o avistamento dos animais em áreas afastadas. “A partir de então a gente começou a fazer um trabalho de entrevista com moradores, fizemos mais de 230 entrevistas em toda a região da Serra do Mar para buscar informações”, conta o pesquisador.

Fonte: Agência Brasil

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Este post foi modificado pela última vez em 30 de novembro de 2022 11:55

Marcela Guimarães

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