Estudo destaca oportunidades e riscos do uso de dispositivos digitais entre crianças e adolescentes
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Em um mundo cada vez mais digitalizado, as crianças estão crescendo cercadas por tecnologias que moldam suas vidas diárias. O relatório “How’s Life for Children in the Digital Age?”, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quinta-feira, 15, oferece uma visão abrangente sobre o estado atual da vida das crianças no ambiente digital em países da OCDE, baseado nos dados mais recentes.
As crianças de hoje estão crescendo em uma era de rápida digitalização, que impacta significativamente seu desenvolvimento e vida diária. Aos 10 anos de idade, 93% das crianças tinham conexão à Internet em 2021, comparado com 85% uma década antes; e, em média, aproximadamente 70% dos jovens de 10 anos já possuíam um smartphone.
O estudo revela que os serviços digitais proporcionam oportunidades significativas para aprendizado, entretenimento, acesso à informação, descoberta de novas coisas e conexão com colegas e membros da comunidade. No entanto, também apresentam riscos, como uso problemático ou excessivo de mídia digital, exposição a conteúdos inadequados, condutas prejudiciais e outras preocupações de segurança online.
De acordo com o relatório, é essencial adotar uma abordagem política multissetorial e de toda a sociedade, envolvendo provedores de serviços digitais, profissionais de saúde, educadores, especialistas, pais e crianças para proteger, capacitar e apoiar os jovens, enquanto se aborda vulnerabilidades offline, com o objetivo final de melhorar seu bem-estar e resultados futuros. Além disso, o relatório destaca a necessidade de fortalecer as capacidades dos países para avaliar o impacto da mídia digital na vida das crianças e monitorar os desafios que evoluem rapidamente.
Entre os adolescentes mais velhos, o uso de dispositivos digitais é ainda mais disseminado. Em 2022, o acesso a dispositivos digitais era quase universal. Segundo dados do PISA 2022, uma média de 96% dos jovens de 15 anos em países da OCDE tinham acesso a um computador de mesa, laptop ou tablet em casa, enquanto 98% possuíam um smartphone com conexão à Internet. Além disso, em quase todos os países, pelo menos 50% dos jovens de 15 anos passavam 30 ou mais horas por semana em dispositivos digitais, com uma minoria notável – variando de 10% no Japão a 43% na Letônia – relatando passar 60 ou mais horas online.
O relatório examina tanto as oportunidades quanto os riscos associados ao crescente engajamento das crianças no mundo digital, fornecendo uma visão geral transnacional de suas experiências digitais em países da OCDE. Explora estratégias para melhorar o bem-estar infantil, garantindo que as crianças sejam protegidas e capacitadas para usar a mídia digital de maneira positiva, enquanto gerenciam os riscos potenciais. O relatório pede abordagens holísticas, baseadas em direitos e multissetoriais para apoiar o bem-estar das crianças tanto online quanto offline. Além disso, enfatiza a necessidade de melhorar a coleta de dados e as capacidades de monitoramento para entender melhor e mitigar os riscos.
Confira a íntegra do estudo aqui.
Este post foi modificado pela última vez em 15 de maio de 2025 17:29
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