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BC dos EUA: emprego crescendo, mas inflação ‘segue elevada’

O banco central dos Estados Unidos afirmou que os indicadores recentes "apontam para crescimento modesto nos gastos e na produção". Por outro lado, o Federal Reserve (Fed) informa que a inflação no país segue "elevada, o que reflete desequilíbrios na oferta e na demanda relacionados à pandemia, preços de alimentos e energia mais elevados e pressões mais amplas dos preços". A guerra na Ucrânia e os impactos sobre a economia norte-americana foram destacadas pelo Fed.

Publicado por
João Caminoto

Segundo comunicado do Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês) desta quarta (20), os indicadores recentes “apontam para crescimento modesto nos gastos e na produção”.

O baco central norte-americano afirmou, ainda, que o crescimento do emprego no país tem sido “robusto” nos últimos meses, com a taxa de desemprego “seguindo baixa”.

Por outro lado, a inflação tem se mantido em níveis muito altos.

Guerra na Ucrânia

O Fed destaca o impacto econômico e humanitário da guerra na Ucrânia e diz que ela “e eventos relacionados”, como sanções contra a Rússia, criam “pressão adicional sobre a inflação e estão pesando na atividade econômica global”. O comando do Fed se diz “especialmente atento aos riscos à inflação”.

Política monetária

O Fed antecipa que as altas em andamento nos juros “são apropriadas”. Além disso, diz que continuará o processo de redução no balanço, como já descrito no plano divulgado em maio. “O Comitê está fortemente comprometido em fazer a inflação retornar à sua meta de 2%”, ressalta.

O Fed diz que, para avaliar a postura apropriada na política monetária, continuará a monitorar as informações da perspectiva econômica. O BC norte-americano está pronto a fazer ajustes em sua política, conforme apropriado, caso surjam riscos que atrapalhem a busca pelas metas. O Fed diz que levará em conta uma série de informações, incluindo de saúde pública, condições do mercado de trabalho, pressões inflacionárias e as expectativas para a inflação, além do quadro financeiro e internacional.

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Este post foi modificado pela última vez em 7 de outubro de 2022 17:04

João Caminoto

Jornalista com mais de 30 anos de experiência, ocupei diversos cargos - desde repórter, passando por correspondente internacional até diretor de redação - em diversas casas, como o Estadão, Broadcast, Época, BBC, Veja e Folha. Me sinto privilegiado em ter abraçado essa profissão. Apaixonado pela minha família e pelo Corinthians.

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