O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu nesta quarta-feira (19) para que o governo israelense de Benjamin Netanyahu não se "precipite" com as reformas no sistema Judiciário, que provocaram manifestações em massa.
Biden declarou para o colunista do New York Times, Thomas Friedman, que o primeiro-ministro israelense, Netanyahu, deveria atuar com cautela, em uma rara crítica direta às políticas internas de um dos aliados mais próximos dos EUA.
“Obviamente, esta é uma área em que os israelenses têm opiniões muito concretas, mesmo com um movimento de protesto que demonstra a vitalidade da democracia israelense, que deve continuar sendo o núcleo de nossa relação bilateral”, disse Biden a Thomas Friedman.
“Achar consenso em áreas políticas polêmicas significa ter que tomar o tempo necessário. Para mudanças significativas, isso é essencial. Portanto, minha recomendação aos líderes israelenses é para que não se precipitem”, continua Biden na coluna, publicada nesta quarta.
Ele acredita “que o melhor resultado, aqui, é continuar buscando o consenso mais amplo possível”.
Embora Biden não costume fazer declarações a jornais impressos, dessa vez parecem ser dirigidas aos círculos de política externa que compõem os leitores de Friedman.
O governo de coalizão de extrema direita de Netanyahu tentou reduzir o poder Judiciário e seu projeto de lei começou a avançar no Parlamento.
As propostas causaram divergências e desencadearam um dos maiores protestos da história de Israel, com milhares de israelenses indo novamente para as ruas nesta semana para protestar contra o que consideram um ataque à democracia.
O presidente israelense, Isaac Herzog, com um papel principalmente protocolar, mas com reputação de ser mais conciliador do que Netanyahu, se reuniu com Biden na terça-feira e fez um discurso ao Congresso americano nesta quarta-feira.
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Este post foi modificado pela última vez em 19 de julho de 2023 12:57
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