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Buscas por vítimas do naufrágio no Pará continuam; presidenciáveis lamentam mortes

O naufrágio de uma lancha no Pará deixou ao menos 11 mortos - entre elas uma menina de 2 anos - e 8 desaparecidos. A embarcação levava 80 pessoas e afundou próximo à Ilha de Cotijuba, distrito de Belém, no Pará, na quinta-feira (8). A tragédia foi destacada por candidatos à Presidência nas redes sociais e pelo governo do Estado.

Publicado por
Marcela Guimarães

O governador do Pará, Jader Barbalho, tem usado o Twitter para comunicar ações de busca de vítimas e suporte a famílias do naufrágio que ocorreu na quinta-feira (8).

Presidenciáveis

Os presidenciáveis foram para as redes sociais lamentar o naufrágio no estado do Pará. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Sofia Manzano (PCB) prestaram solidariedade às vítimas. Os demais postulantes ao cargo, incluindo o presidente da República Jair Bolsonaro (PL), não comentaram o assunto até a publicação desta matéria.

O ex-presidente Lula, que esteve em Belém para cumprir agenda da campanha eleitoral na última semana, expressou tristeza com a notícia sobre o acidente. “Presto minha solidariedade às famílias dos mortos nesta tragédia e me junto à corrente de orações para que os desaparecidos sejam encontrados com vida”, escreveu o petista.

Simone Tebet também lamentou o naufrágio. “Que tragédia! 11 pessoas faleceram, e 8 estão desaparecidas, após uma embarcação clandestina naufragar na Ilha de Cotijuba, em Belém/PA. Meus sentimentos às famílias das vítimas”, publicou a candidata.

Soraya Thronicke chamou a atenção para o fato da embarcação fazer o transporte de forma clandestina. “Apurações dão conta de que a empresa responsável pelo barco não tinha autorização para o transporte intermunicipal e partiu de um porto clandestino. Onde estava o poder público para fiscalizar e garantir a segurança dos usuários?”, questionou.

Sofia Manzano prestou solidariedade à família e aos amigos das vítimas e criticou a condição das embarcações na região amazônica. “Iremos estatizar o transporte coletivo que terá qualidade e segurança em todas as regiões do país”, afirmou.

Sobre a tragédia

63 pessoas conseguiram nadar ou foram resgatadas por moradores locais, sobrevivendo à tragédia. Barcos, mergulhadores e helicópteros fizeram buscas ao longo da quinta-feira (8). O trabalho das equipes foi retomado na manhã desta sexta-feira, 9. A lancha continua submersa no rio e há suspeitas de que mais vítimas estejam presas à estrutura.

Os órgãos oficiais informaram que a embarcação não tinha permissão para transportar passageiros e partiu de um porto clandestino. Ela fazia o trajeto entre a localidade de Camará, na cidade de Cachoeira do Arari, no arquipélago de Marajó, e Belém.

A lancha ‘Dona Lourdes 2′ é da empresa M. Souza Navegação, que já havia sido notificada pela Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon) por operar sem autorização.

Pelas redes sociais, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), lamentou as mortes e anunciou luto oficial de três dias.

Fonte: Estadão Conteúdo

Este post foi modificado pela última vez em 9 de setembro de 2022 16:03

Marcela Guimarães

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