O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Ronaldo Piacente, disse nesta segunda-feira (15) que vai denunciar o Corinthians pelos gritos homofóbicos registrados no jogo contra o São Paulo, no último domingo (14/05), pelo Brasileirão. Atos discriminatórios não são permitidos nos estádios e podem prejudicar os times cujas torcidas desrespeitem a regra.
Durante a partida, o árbitro Bruno Arleu de Araújo paralisou o clássico entre Corinthians e São Paulo, na Neo Química Arena, por conta de gritos homofóbicos entoados pela torcida do Timão. O ato foi relatado na súmula da partida.
Os gritos homofóbicos da torcida do Corinthians começaram antes da bola rolar e aconteceram em diferentes momentos durante o jogo. A partida foi pausada aos 17 minutos do segundo tempo e retomada cerca de quatro minutos depois.
Após a paralisação do jogo, os telões da arena exibiram mensagem alertando os torcedores, que aumentaram o tom dos gritos. Ronaldo Piacente vai receber a súmula do jogo, analisar e apresentar a denúncia.
O Corinthians será enquadrado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata sobre “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.”
A punição estabelecida para esse tipo de infração é “perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e, na reincidência, com a perda do dobro do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição.”
O Corinthians se manifestou sobre os gritos homofóbicos da torcida nessa segunda-feira por meio da seguinte nota oficial:
“O Corinthians volta a repudiar veementemente os cantos homofóbicos relatados na súmula do jogo deste domingo (14/5). Como sempre, o clube alerta continuamente sua torcida, por meio de suas redes sociais e do sistema de som e de telões da Neo Química Arena, com esclarecimentos aos torcedores quanto a ilegalidade dessas condutas. E mais uma vez insistimos com nossa Fiel Torcida para que cessem com atos como esses em nossa arena”.
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