A Flórida, nos Estados Unidos, está revisando o número de mortos do furacão Ian neste sábado (1º). O fenômeno deve se dissipar depois de ter provocado inundações na Carolina do Sul. Num balanço provisório, feito na manhã deste sábado (1), autoridades locais informaram que havia registro de ao menos 23 mortos, a maioria idosos e pessoas afogadas. Alguns veículos de comunicação dos EUA, como a rede CNN, relataram até 45 mortes.
Os números de mortos é preliminar, porque a busca por desaparecidos continua, incluindo 17 passageiros em um barco de imigrantes que virou na quarta-feira perto de Florida Keys.
Após causar estragos na Flórida, o furacão se dirigiu até a Carolina do Sul, com ventos de até 140 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC). Depois perdeu força até se transformar em tempestade tropical.
O presidente americano Joe Biden pediu aos cidadãos que não ignorem os alertas das autoridades locais, como na Carolina do Sul, onde pediram para não circular por estradas alagadas.
“É uma tempestade perigosa que trará ventos fortes e muita água, mas o mais perigoso será o erro humano. Sejam inteligentes, tomem boas decisões, verifiquem como estão seus amigos e familiares e se mantenham a salvo”, tuitou o governador Henry McMaster.
Cerca de 575 mil famílias e empresas estavam sem energia elétrica na sexta-feira, na Carolina do Sul, Carolina do Norte e Virgínia, segundo o site especializado PowerOutage.
Na Flórida, além do alto número de vítimas, houve danos materiais “históricos” devido às inundações sem precedentes, segundo o governador Ron DeSantis.
Na sexta-feira, em Kissimmee, perto de Orlando, as autoridades percorriam as áreas inundadas de barco para resgatar os moradores presos em suas casas.
“Estamos apenas começando a ver a magnitude da destruição (…) que provavelmente está entre as piores” da história dos Estados Unidos, disse Biden. “A reconstrução levará meses, anos”, estimou.
Com AFP
Este post foi modificado pela última vez em 31 de dezembro de 2022 16:08
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