Ao redor do mundo e há alguns anos, crianças e adolescentes têm dados sinais de que desejam que o Planeta seja tratado da mesma maneira que seus direitos: com respeito, justiça e transparência. Conheça alguns dos ativistas que se destacam na defesa do clima.
Foto: Alexandre Maciel/ Flickr Rede Intersindical Central da Classe Trabalhadora
A crise ambiental tem efeito generalizado sobre a vida na Terra, mas crianças e jovens têm demonstrado atenção especial sobre o tema em diversos países. O grupo está entre os que tendem a sofrer maior impacto com problemas como poluição, devastação e mudança climática.
A motivação das novas gerações – nascidos entre 1981 e 1996 (millenials), de 1997 a 2012 (geração-z) ou após 2012 (alpha) – , é enfrentar a apatia diante de questões urgentes que representam ameaça à sua saúde, educação e desenvolvimento. De forma crítica, a geração não aceita ter de lidar com as escolhas de governos e pessoas que chegaram antes ou ser censurada diante de decisões importantes que poderão repercutir sobre suas vidas.
No Brasil, em especial, o risco de insegurança alimentar e de infraestrutura é maior, especialmente em relação à populações vulneráveis. A ansiedade climática também é um dos problemas que impacta especialmente jovens brasileiros. 48% do grupo tem expectativa de piora em relação à crise climática, segundo dados levantados pela revista Lancet Planetary Health. A taxa no Brasil foi uma das maiores dentre a dos 10 outros países analisados.
“Não é segredo que a COP26 é um fracasso. Quanto tempo vai levar para os políticos acordarem? A Cúpula do Clima se tornou um festival de duas semanas para lavar sua consciência(…)”. A voz de indignação diante de um protesto em Glasgow é da ativista socioambiental sueca Greta Thunberg, de 19 anos.
Antes de a Cúpula ocorrer, uma pesquisa da Unicef havia apontado que apenas 4% dos jovens ativistas do clima na América Latina e no Caribe acreditavam que seus governos estavam tomando as medidas climáticas necessárias. Uma das principais pautas levantadas pelos líderes foi o combate ao aumento da temperatura global em 1,5ºC até o final da década.
Greta ficou conhecida por ter iniciado o movimento popular Fridays For Future em 2018, quando declarou o início de uma greve escolar em frente ao Parlamento sueco. Suas constantes exigências por medidas de contenção das mudanças climáticas ganharam força e mobilização em mais de 100 países menos de um ano depois.
Este post foi modificado pela última vez em 12 de julho de 2022 21:52
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