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ONU documenta centenas de execuções sumárias na Ucrânia

Nesta quinta-feira (15), o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, informou que centenas de civis foram executados nas primeiras semanas da invasão russa da Ucrânia. A informação sugere possíveis crimes de guerra.

Publicado por
Gabriela Gonçalves

O relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos aponta que entre os executados estão 341 homens, 72 mulheres, 20 meninos e oito meninas. Além disso, o documento elaborado pelo escritório de Türk alega que os crimes foram cometidos em 102 cidades nas regiões de Kiev, Chernihiv e Sumy.

Segundo o documento, houve execuções de pelo menos 441 civis em apenas três regiões da Ucrânia entre 24 de fevereiro – data em que a invasão começou – e 6 de abril de 2022.

“Os números reais provavelmente serão consideravelmente maiores, já que estamos trabalhando para comprovar outros 198 assassinatos suspeitos nessas regiões”, disse o alto comissário ao Conselho.

“Há fortes indícios de que as execuções sumárias documentadas no relatório podem constituir crime de guerra de homicídio intencional”, acrescentou.

Türk, que visitou a Ucrânia na semana passada, deu detalhes de alguns dos assassinatos documentados no relatório.

“Em alguns casos, soldados russos executaram civis em locais de detenção improvisados”, segundo ele.

“Outros foram sumariamente executados no local após controles de segurança, em suas casas, pátios e portas, mesmo quando a vítima havia demonstrado claramente que não constituía uma ameaça, por exemplo, levantando as mãos”, acrescentou.

De acordo com o relatório, 88% das vítimas de execuções sumárias documentadas eram homens, ou meninos, “o que sugere que eles foram alvos desproporcionais com base no gênero”.

Essas execuções sumárias foram agravadas por ataques direcionados a prédios residenciais, matando civis em suas próprias casas.

(Com AFP)

Leia mais:

Guerra na Ucrânia: tudo o que você precisa saber sobre o conflito

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Este post foi modificado pela última vez em 19 de dezembro de 2022 19:32

Gabriela Gonçalves

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