Os produtos chamados de "pomadas para modelar", usadas principalmente para trançar e fixar cabelos, não podem mais ser comercializados. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de qualquer marca enquanto rolam as investigações sobre caso de intoxicações pelos produtos. A pomada escorre em contato com a água e pode provocar até cegueira.
Segundo a resolução da Anvisa, serão feitos realizados, análises e outras providências possíveis para concluir a investigação, e só após isso será possível determinar se há marcas ou modelos que podem ser novamente comercializados.
E fique atento: as pomadas existentes nas residências ou em salões de beleza, que foram compradas antes da publicação da resolução da Anvisa, ou seja antes do dia 9 de fevereiro, também não devem ser usadas, enquanto a medida estiver em vigor!!
Em dezembro do ano passado, a Anvisa alertou para o risco de cegueira temporária, provocada pelo uso de produtos para trançar e modelar cabelos comercializados em todo o país.
Entre os efeitos adversos observados estão a perda temporária da visão, forte ardência nos olhos, lacrimejamento intenso, coceira, vermelhidão e inchaço dos olhos, dores de cabeça e queda intensa de cabelo.
Segundo as informações disponíveis, as ocorrências se deram, principalmente, depois que os usuários que aplicaram as pomadas mergulharam no mar, piscina, tomam banho de chuva, ou transpiram. Isso porque a pomada escorre pelo rosto e entra em contato com os olhos.
Para proteger a população, a Anvisa orienta os consumidores a não usarem ou adquirirem essas pomadas.
Se o uso for recente, os cabelos devem ser lavados com cuidado, com a cabeça inclinada para trás, para que o produto não escorra para os olhos.
Em caso de contato acidental, os olhos devem ser lavados imediatamente com água em abundância. Se houver intoxicação, a orientação é que procurem o serviço de saúde mais próximo.
Aos profissionais de salões de beleza e comércio em geral, a Anvisa reforça que os produtos não podem ser comercializados e adverte que estes não devem ser usados em nenhum cliente.
A recomendação vale também para quem manuseia o produto.
Em caso de efeitos indesejados, é possível informar a Anvisa por meio de um formulário online. A agência recomenda que, na hora de fazer o registro, a pessoa tenha em mãos os dados do rótulo do produto.
(Fonte: Agência Brasil)
Este post foi modificado pela última vez em 11 de fevereiro de 2023 14:09
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