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Restos mortais de duas crianças são encontrados em malas leiloadas na Nova Zelândia

A polícia da Nova Zelândia anunciou nesta quinta-feira (18) a descoberta dos corpos de duas crianças em idade escolar em malas leiloadas em um depósito de Auckland.

Publicado por
João Caminoto

A polícia abriu uma investigação por homicídio após ter encontrado os restos mortais humanos em duas malas de tamanho parecido e, nesta quinta, confirmou que correspondiam a duas crianças de entre cinco e dez anos (NZ Herald*).

O inspetor Tofilau Faamanuia Vaaelua afirmou que os corpos provavelmente estavam guardados ali há vários anos.

“A natureza desta descoberta apresenta algumas complexidades para a investigação, especialmente devido ao tempo que passou entre o momento da morte e o momento da descoberta”, disse Vaaelua.

Os restos mortais foram encontrados quando uma família levou para casa um trailer cheio de itens vendidos em um leilão de armazém. A polícia disse que a família compradora não estava ligada ao assassinato, mas estava “compreensivelmente angustiada com a descoberta” e pediu privacidade.

Os objetos pessoais encontrados junto com as malas ajudam a encontrar pistas para identificar as vítimas.

Tanto o depósito quanto a casa de onde as malas foram retiradas estão sendo examinados por peritos forenses. 

Vaaelua destacou que a polícia da Nova Zelândia está trabalhando com a agência internacional Interpol.

A polícia suspeita que os familiares das vítimas estejam na Nova Zelândia. O inspetor mostrou compaixão a eles porque talvez não soubessem que as crianças haviam morrido. 

“Estamos fazendo o nosso melhor para identificar as vítimas… o que posso dizer é que estamos fazendo um progresso muito bom com a investigação do DNA”, disse ele. “A equipe de investigação está trabalhando muito para responsabilizar a pessoa ou pessoas responsáveis pela morte dessas crianças”, acrescentou.

(com AFP)

Este post foi modificado pela última vez em 19 de agosto de 2022 11:19

João Caminoto

Jornalista com mais de 30 anos de experiência, ocupei diversos cargos - desde repórter, passando por correspondente internacional até diretor de redação - em diversas casas, como o Estadão, Broadcast, Época, BBC, Veja e Folha. Me sinto privilegiado em ter abraçado essa profissão. Apaixonado pela minha família e pelo Corinthians.

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