Os talibãs emitiram uma "ordem" proibindo que as mulheres afegãs empregadas na ONU, até agora isentas destas restrições, trabalhem em qualquer parte do Afeganistão, anunciou, nesta terça-feira (4), o porta-voz da organização internacional, denunciando uma decisão "inaceitável e francamente inconcebível".
“Disseram-nos, através de diferentes canais, que a proibição se aplica a todo o país”, destacou o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric. A missão da organização no Afeganistão tinha informado anteriormente que as funcionárias afegãs haviam sido impedidas de trabalhar em uma província do leste.
Desde que voltou ao poder no Afeganistão, o Talibã iniciou uma cassada às liberdades femininas.
Na semana passada, o fundador de uma escola para meninas foi detido em Cabul, de acordo com a ONU, sem explicações.
“Matiullah Wesa, diretor da Pen Path e defensor da educação para as meninas, foi detido na segunda-feira”, publicou no Twitter a Missão das Nações Unidas no Afeganistão.
A missão pediu às autoridades afegãs que “expliquem onde ele está, os motivos da detenção e que proporcionem acesso a uma representação legal e contato com sua família”.
O governo Talibã proibiu no ano passado as mulheres de frequentar o Ensino Médio, o que transformou o Afeganistão no único país do mundo que proíbe a educação das meninas depois do ensino fundamental.
Fonte: AFP
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