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Twitter considera abandonar código da UE contra a desinformação

O Twitter considera deixar de aplicar o código de boas práticas da União Europeia (UE) contra a desinformação na internet, um acordo do qual as principais redes sociais fazem parte, indicaram fontes do bloco nesta quinta-feira (25).

Publicado por
Agence France-Presse

A plataforma de Elon Musk comunicou suas intenções à Comissão Europeia (o órgão executivo da UE), mas ainda não as tornou oficiais, disseram as mesmas fontes.

O código europeu de boas práticas, criado em 2018, é aplicado por cerca de 30 empresas, entre elas os gigantes do setor Meta, Google, Twitter, Microsoft e TikTok.

Esses grupos participaram da redação do texto, que inclui aproximadamente 40 recomendações, destinadas a estabelecer uma melhor cooperação com os serviços de checagem e a deixar de anunciar páginas que divulgam notícias falsas.

Depois de ter adquirido a rede social do passarinho no final do ano passado, Musk suavizou a moderação no Twitter e parece propenso a amplificar a voz de conhecidos propagadores de informações falsas.

Segundo as fontes europeias, o Twitter afirmou que preferia confiar mais no critério de sua comunidade de usuários do que nos serviços de verificação de informações (fact-checking).

“Se (Musk) não é sério com o código, é melhor que o abandone”, disse um responsável da Comissão Europeia, contactado pela AFP.

A vice-presidente da Comissão Europeia  responsável pelos Valores e  Transparência, Vera Jourova, indicou, no final de abril, que se sentia “cada vez mais incomodada com o Twitter”, sobretudo pela presença de propaganda russa nessa plataforma.

Jourova também expressou seu mal-estar pela falta de pessoal na rede social que se encarregue de lutar contra a desinformação, depois do grande número de demissões efetuadas por seu novo proprietário.

Consultado pela AFP, o serviço de imprensa do Twitter respondeu com um e-mail automático em que havia o emoji de um cocô.

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Este post foi modificado pela última vez em 25 de maio de 2023 22:56

Agence France-Presse

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