Um grupo de pesquisadores desenvolveu uma inteligência artificial que pode mudar a forma como o autismo é diagnosticado. A ferramenta, baseada em deep learning, analisou exames de ressonância magnética do cérebro e conseguiu identificar sinais do Transtorno do Espectro Autista (TEA) com até 98% de precisão.
Hoje, o diagnóstico depende principalmente de avaliações presenciais feitas por especialistas em comportamento. O problema é que, em muitas regiões, a espera pode levar meses ou até anos. Com a nova tecnologia, esse processo pode se tornar mais rápido e apoiar médicos na hora de confirmar os casos.
O número de diagnósticos de autismo aumentou muito nos últimos 20 anos. Isso se deve à maior conscientização da sociedade e às mudanças nos critérios clínicos. Quanto antes o TEA é identificado, maiores são as chances de oferecer apoio adequado, melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida das pessoas.
A IA foi treinada para analisar exames de imagem do cérebro em repouso. Além de dar o resultado, ela mostra quais regiões cerebrais mais influenciaram na decisão, algo que ajuda médicos a entenderem melhor o que está acontecendo. Isso significa mais clareza e confiança no processo, em vez de respostas “caixa-preta” típicas de alguns sistemas de inteligência artificial.
O projeto começou como trabalho de conclusão de curso de um estudante de Ciência da Computação da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, com orientação do Dr. Amir Aly. A pesquisa teve apoio da Escola de Psicologia e do grupo CIDER, ligado à Escola de Medicina da mesma instituição. Só no Reino Unido, estima-se que mais de 700 mil pessoas sejam autistas, sem contar milhares que ainda aguardam avaliação.
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Os cientistas reforçam que a IA não vai substituir os especialistas, mas servir como apoio para que eles possam tomar decisões com mais rapidez e precisão. A ferramenta pode até gerar uma pontuação de probabilidade de autismo, ajudando a priorizar atendimentos em filas de espera.
Agora, a pesquisa está sendo expandida para incluir mais tipos de dados e tornar a tecnologia ainda mais confiável. A expectativa é que, no futuro, a inteligência artificial seja usada em diferentes países como aliada no diagnóstico. Ainda assim, os especialistas lembram que essa é apenas a primeira etapa e que serão necessários mais testes antes do sistema ser adotado em hospitais e clínicas.
Este post foi modificado pela última vez em 19 de setembro de 2025 11:56
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