Recursos destinados pelo governo para órgãos ambientais é o menor em 17 anos, Brasil no top 20 dos países poluidores dos oceanos, ranking para determinar o impacto ambiental dos alimentos, morte de baleia beluga perdida no Sena e um calor pra ficar marcado na história, são os destaques.
plástico nos oceanos - fonte: Reprodução/Unsplash
Um estudo conduzido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo Instituto Socioambiental (ISA) revelou que os recursos destinados pelo atual governo brasileiro para as ações contra o desmatamento e queimadas, oficialização e manutenção de áreas protegidas e para proteção de comunidades indígenas e tradicionais é o menor em 17 anos.
O documento reúne informações – do período entre 2005 a 2022 – sobre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e os principais órgãos subordinados à pasta, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão das Unidades de Conservação (UCs) federais.
O tamanho do rombo na gestão socioambiental brasileira pode ser constatado quando utilizamos 2014 como referência – ano em que o orçamento alcançou o seu maior patamar.
Naquele ano, o orçamento inicial previsto pelo governo federal para os órgãos socioambientais foi de R$ 13,1 bilhões. Em 2021, por sua vez, o montante foi R$ 3,7 bilhões em 2021, o que demonstra uma queda de 71%. (((o))eco)
De acordo com uma pesquisa realizada pela rede Blue Keepers – iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para combater a poluição do plástico em rios e oceanos – o Brasil está entre os 20 países no mundo que mais contribuem para a poluição plástica nos oceanos. (Jornal da USP)
Cada brasileiro pode ser responsável por despejar cerca de 16 quilogramas de resíduos no mar por ano, aponta o estudo.
Os pontos de entrada de poluição plástica nos mares brasileiros são as fozes dos principais rios das bacias hidrográficas, como o Rio Amazonas.
Conheça a campanha do Blue Keepers “Se todos os caminhos levam ao mar, vamos impedir que os resíduos façam o mesmo”.
Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, criaram um ranking a fim de determinar quais alimentos dos supermercados são bons ou maus para o meio ambiente. (Daily Mail*)
O método levou em conta diversas variáveis que tornam um produto mais ou menos impactante sobre a natureza – como emissões de carbono, poluição e uso da água e uso do solo – e analisou um total de 57 mil itens de supermercado. (PNAS🇬🇧)
Entre os alimentos menos sustentáveis, destacamos a carne bovina (que está no topo do ranking), café, queijo, frutos do mar, chocolate e pratos prontos congelados.
Por outro lado, segundo o estudo, uma refeição amiga do meio ambiente seria composta por arroz, abóbora, batatas assadas e sucos.
Vale ressaltar que a pesquisa não considerou os fatores nutricionais dos alimentos para a elaboração do ranking, apenas o seu impacto ambiental.
Uma baleia beluga, que se perdeu no rio Sena e começou a nadar em direção a Paris, morreu durante uma tentativa de resgate que visava ajudá-la a voltar às águas frias do Ártico – seu habitat natural.
O animal de quatro metros, que ficou preso por mais de uma semana, foi sacrificado por veterinários depois de desenvolver dificuldades respiratórias ao ser transferido por estrada para a costa da Normandia. (The Guardian*) Horas antes, ele havia sido retirado da água doce do Sena, onde não poderia sobreviver.
O grupo de conservação Sea Shepherd France – que auxiliou na tentativa de resgate – afirmou que exames veterinários mostraram que a beluga não tinha atividade digestiva. Membros da organização tentaram, sem sucesso, alimentar a baleia com peixes desde sexta-feira (06).
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), afirmou que este último mês de julho está entre os três mais quentes já registrados. As altas temperaturas resultam das ondas de calor intensas e prolongadas que afetam diversas partes do planeta.
A OMM destacou que, no mês passado, a temperatura ficou cerca de 0,4°C acima do período de referência – que vai de 1991 a 2020. (ONU News)
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Foto de destaque: Reprodução/Unsplash
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Este post foi modificado pela última vez em 19 de agosto de 2022 16:39
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